Empresa atende demandas de universalização e amplia a segurança hídrica com fábricas instaladas diretamente junto aos polos de consumo
A Chlorum Solutions terá como foco a produção descentralizada e a substituição estratégica de insumos químicos tradicionais no tratamento de água e efluentes. Esses temas serão o eixo central de sua participação na Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan) 2026. O evento acontece de 20 a 22 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo.
A companhia é pioneira na implantação de unidades de pequeno e médio porte próximas aos centros de consumo. Agora, chega à Fenasan com sua estrutura fabril em expansão no Brasil e no exterior.
Com isso, a empresa busca apresentar soluções que reduzam riscos operacionais e a pegada logística. Além disso, essas alternativas podem oferecer maior previsibilidade orçamentária aos operadores públicos e privados.
Nesse contexto, as metas de universalização estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento reforçam a necessidade de eficiência de custos e regularidade no fornecimento. Por isso, a Chlorum Solutions levará à feira soluções para enfrentar gargalos históricos do setor.
Em vez de depender do transporte rodoviário de longa distância a partir de grandes polos costeiros, a empresa aposta na produção regional. Outra estratégia são os modelos dedicados over the fence.
Esse formato busca reduzir riscos associados ao transporte e à estocagem de grandes volumes de cloro gasoso. Ao mesmo tempo, garante o fornecimento de derivados clorados essenciais à desinfecção e à potabilidade da água.
Segundo Rogério Costa, diretor executivo comercial (CCO) da Chlorum Solutions, a participação na Fenasan 2026 será estruturada em três frentes. São elas: expansão geográfica, modernização tecnológica dos ativos com foco em sustentabilidade e aplicações técnicas do ácido clorídrico (HCl).
De acordo com o executivo, 2026 marca avanços importantes na malha operacional da empresa. Entre eles, está a entrada em operação da planta de Uberlândia (MG). A unidade é a primeira fábrica de cloro-álcalis instalada fora do litoral brasileiro e marca o início do Complexo Cloroquímico de Minas Gerais. Sua capacidade nominal é de 45 toneladas de cloro por dia.
Outro marco é a inauguração da unidade de Palmeira (SC), na Serra Catarinense. Assim como a planta mineira, ela foi dimensionada para produzir 45 toneladas diárias. Além disso, foi projetada para operar integralmente com energia 100% renovável.
Por fim, a empresa concluiu as obras de modernização da unidade de Igarassu, em Pernambuco.
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Chlorum Solutions apresenta na Fenasan 2026 modelo que transforma a logística de cloro-álcalis no saneamento
Com capacidade instalada de 125 toneladas diárias, a planta de Igarassu, única produtora de cloro-álcalis de Pernambuco, recebeu aportes na ordem de R$ 300 milhões. A reestruturação substituiu a antiga rota tecnológica de mercúrio pela eletrólise de membrana celular, o padrão mais limpo e energeticamente eficiente disponível globalmente, atendendo aos compromissos da Convenção de Minamata sobre Mercúrio.
O portfólio nacional da companhia contempla ainda as plantas de Pacatuba (CE), Codó (MA) e São Sebastião do Passé (BA). No âmbito internacional, a empresa avança no Uruguai e consolida presença nos Estados Unidos com a aquisição da fábrica de Eddyville (Iowa), anteriormente pertencente à Cargill, e o desenvolvimento de um projeto greenfield no Arizona, estimado em US$ 70 milhões, em parceria com a fornecedora de tecnologia eletroquímica thyssenkrupp nucera.
De acordo com Rogério Costa, esse ritmo de crescimento reflete a maturidade da proposta da empresa frente às demandas regulatórias contemporâneas.
“A procura pelo modelo descentralizado cresce de forma consistente, e a trajetória da empresa demonstra essa dinâmica. Em pouco mais de uma década, saímos de uma planta pioneira no Ceará para um ecossistema com operações no Brasil, Uruguai e Estados Unidos. O endurecimento das regras sobre transporte e armazenamento de produtos perigosos leva companhias globais e operadores de infraestrutura a buscarem cadeias de suprimento mais seguras e resilientes”, informa.
O executivo destaca que o estande da Chlorum, no pavilhão de exposições da Fenasan, tem como principal atrativo técnico o uso do ácido clorídrico (HCl) como substituto direto e vantajoso do ácido sulfúrico (H₂SO₄) nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) e Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). A transição abrange etapas importantes do processo de tratamento, especialmente o controle de potencial hidrogeniônico (pH) e a coagulação química.
Conforme Costa, na correção do pH da água, o ácido clorídrico oferece dosagens mais previsíveis e não deixa resíduos de sulfato, evitando o entupimento de tubulações por incrustações minerais. Ele também torna a operação mais segura para os trabalhadores, já que o ácido sulfúrico aquece bruscamente ao entrar em contato com a água.
“A mesma evolução ocorre na etapa de coagulação: o tradicional sulfato de alumínio vem sendo trocado pelo PAC (policloreto de alumínio), feito à base de ácido clorídrico. Mais eficiente para limpar a água, o PAC funciona bem em diferentes condições e ainda gera menos lodo no final do processo”, explica.
Além dos ganhos estritamente operacionais, Rogério Costa ressalta o benefício econômico associado à estabilidade orçamentária.
“Produzimos o ácido clorídrico regionalmente em nossas unidades, o que permite praticar a precificação inteiramente em moeda nacional, assegurando previsibilidade aos clientes. Trata-se de uma diferença expressiva em relação ao ácido sulfúrico, cuja cadeia produtiva depende do enxofre e permanece sujeita a cotações internacionais e oscilações cambiais”, ressalta.
A viabilidade econômica do modelo local, conforme detalha o CCO, atinge equilíbrio ideal quando convergem demanda compatível com unidades compactas, ordens de grandeza de dezenas de toneladas de cloro por dia, distâncias relevantes das plantas convencionais e horizontes contratuais de médio e longo prazo que amortizem os ativos industriais.
“Companhias de saneamento com agrupamentos de ETAs em uma mesma bacia ou região geográfica, distritos industriais no interior e operações com limites rígidos para estocagem de cloro são os perfis que melhor capturam essas vantagens. O caso de Uberlândia exemplifica com clareza: a região antes importava produtos químicos de outras unidades da federação; atualmente, dispõe de abastecimento regional, frete reduzido e segurança de entrega”, pontua Costa.
A perspectiva de crescimento da produção descentralizada no território brasileiro é impulsionada não apenas pelo saneamento básico, mas também por diversos segmentos industriais de base. No saneamento, avalia Costa, a corrida dos operadores para cumprir os índices de universalização de água potável até 2033 exige sistemas de cloração contínuos em centenas de municípios interioranos desprovidos de alternativas logísticas robustas.
“Paralelamente, o avanço do PAC como coagulante preponderante nas estações modernas mantém a curva de demanda por ácido clorídrico em ascensão constante”, observa.
Fora do saneamento, o modelo da Chlorum encontra tração em setores contínuos e intensivos no consumo de produtos químicos: mineração, papel e celulose, têxtil, metalurgia, química de domissanitários e desinfetantes, além de alimentos e bebidas e exploração de óleo e gás.
“A premissa é uniforme em qualquer planta industrial, pois trata-se de um insumo indispensável para o processo, consumido ininterruptamente e com alta sensibilidade a fretes e a riscos de transporte. Ao aproximar a fábrica do ponto de consumo, conferimos robustez a toda a cadeia”, conclui Rogério Costa.
Com esse conjunto de demonstrações práticas, a Chlorum Solutions utiliza a vitrine da Fenasan 2026 para reafirmar seu posicionamento institucional de longo prazo: integrar eficiência química, segurança patrimonial e responsabilidade socioambiental na cadeia de suprimentos essenciais do país.
Fonte: Chlorum Solutions
Sobre a Chlorum Solutions
A Chlorum Solutions revoluciona a cadeia de suprimentos da indústria de cloro-álcalis com um modelo descentralizado de produção baseado em plantas estrategicamente localizadas próximas ou mesmo dentro das instalações dos clientes, rompendo com o paradigma tradicional de economia de escala da indústria química. Ao reduzir ou eliminar a necessidade de transporte, a empresa oferece uma solução mais eficiente e sustentável.