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Usina Hidrelétrica de Salesópolis está sem produzir energia há mais de um ano

Desde maio de 2014 a Usina Hidrelétrica de Salesópolis, que fica no Bairro dos Freires, não está mais fornecendo energia para os moradores da cidade. O motivo é o rompimento da tubulação que leva água do reservatório até a casa de máquinas, geradora de energia.

O guia turístico Roberto Oliveira pratica rapel na Usina Parque e diz que percebeu a situação enquanto visitava o local com um grupo de turistas. “O duto vem lá do alto, onde a água fica represada e desce até a casa de máquinas. Ele se rompeu no trecho onde faz encaixe. Sem a tubulação não tem como a água descer e fornecer energia para a cidade”.

O educador do Museu da Energia, Fernando Maia, explica que a usina conta com duas unidades geradoras de energias. Cada uma consiste em uma tubulação na parte externa da usina que é ligada em uma turbina para que a energia elétrica seja gerada, na parte interna.

As unidades geradoras funcionaram desde a fundação da usina, em 1909, até o ano de 1986. Porém, na década de 80, as duas tubulações apresentaram problemas. “Em 1986 deu problema em uma unidade geradora e em 1988 na segunda unidade, ai o abastecimento foi interrompido de vez. Depois a usina foi reaberta, no ano de 2000. Em 2008 foi feita a manutenção em apenas uma das tubulações. Um dos dutos não foi reconstruído desde então”, explica Fernando. A unidade é uma das mais antigas da Rede Museu da Energia, responsável pelo espaço.

Segundo o operador de subestação elétrica da Água Paulista Geração de Energia, empresa responsável pela geração de energia, Nilton Gabriel Nogaroto, o abastecimento elétrico da cidade não está prejudicado pela a interrupção de funcionamento da usina de Salesópolis. “A cidade não depende da energia daquela usina. A maioria da energia que abastece a cidade vem de Mogi das Cruzes e de Santa Branca. Nós ali não fazíamos a distribuição da energia, a nossa responsabilidade era gerar energia e jogar na rede para que a EDP Bandeirantes faça a distribuição”.

Nogaroto esclarece que a usina, enquanto estava em funcionamento, não operava 24h por dias durante todos os dias da semana. A produção de energia, em sua capacidade máxima, é de 900 kilowatts. “Antigamente a cidade dependia da usina, inclusive fornecia energia para Mogi e Jacareí, mas agora não. Mesmo que funcionasse 100%, ia abastecer 4 mil casas mas ela não aguenta. A usina trabalhava de 4h a 8h por dia, mas isso não acontece mais porque se baixar muito o nível do reservatório, a Sabesp fica sem água para abastecer a população também”, esclarece.

Fernando Maia diz que se a usina estivesse em funcionamento poderia abastecer um terço população da cidade.
O operador de subestação elétrica disse que negociações e orçamentos estão em andamento com a Fundação Energia e Saneamento, responsável pela preservação, pesquisa e divulgalção do patrimônio histórico, para que o reparo seja feito.

Sobre as obras, A Fundação Energia e Saneamento, diz que a responsabilidade é da Água Paulista. “A Fundação Energia e Saneamento está analisando proposta de continuidade para operação de quatro Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) de sua propriedade, PCH de Salesópolis (Salesópolis), PCH de São Valentim (Santa Rita), PCH do Jacaré (Brotas) e PCH de Corumbataí (Rio Claro), que será encaminhada para a análise e aprovação final pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)”.

Para a EDP Bandeirantes, responsável pelo fornecimento de energia, os consumidores não são afetados pelo fato da Usina de Salesópolis não operar. A empresa esclarece que o abastecimento de energia elétrica faz parte do Sistema Interligado Nacional de distribuição. O sistema interliga diversos pontos geradores de energia no país para realizar a distribuição e isso não oferece custos adicionais. A empresa não possui dados municipais do consumo de energia.

 

 

Fonte: G1

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