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Reciclagem de resíduos sólidos é caminho para cidadania e auxílio a catadores

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o distanciamento social gerou no Brasil aumento de 15% a 25% na quantidade de resíduos residenciais e de 10 a 20 vezes para os hospitalares.

Imagem Ilustrativa

Como consequência, a necessidade de adesão a práticas de reciclagem se torna ainda mais latente.

A mudança de comportamento, que começa na separação do lixo produzido em casa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MME), a reciclagem trata de um conjunto de técnicas de reaproveitamento de materiais descartados para inseri-los no ciclo produtivo novamente e reduz o consumo de recursos naturais, poupa energia e água, diminui o volume de lixo e gera emprego a milhares de pessoas, como é o caso da Dona Maria Conceição da Silva, 54, presidente da Associação de Recicladores Amigos da Natureza (Aran), onde 32 famílias que dependem da coleta e reciclagem de resíduos sólidos.

A temática foi pauta de ação do Grupo Otimista de Comunicação no último sábado (26), a Praia Limpa Otimista. Natália Bernardo, diretora-geral de Jornalismo do Grupo Otimista, celebra o sucesso da campanha. “Reunimos muita gente boa e cheia de energia para fazer dar certo, para cuidar do que nós, que praticamos esportes no mar, entendemos como casa”, comemora. Segundo a gestora, a ação parte também do papel do Grupo, enquanto veículo de comunicação, de informar, conscientizar e criar conexões entre pessoas em torno de um propósito nobre. “Em breve, com o avanço da vacinação contra covid-19, faremos outras ainda maiores.”

Política Nacional

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, determina que todo material produzido pelas atividades domésticas e comerciais, possíveis de coleta pelos serviços de limpeza pública, deve ser encaminhado à destinação final quando não é possível o reaproveitamento, seja por meio da reciclagem, reutilização, compostagem ou geração de energia. De todo o lixo produzido no Brasil, 30% tem potencial para ser reciclado, porém apenas 3% é, efetivamente, reciclado, segundo a Abrelpe.

A não adesão à reciclagem, segundo Dona Conceição, se reflete também no trabalho dos catadores. “Alguns botam material reciclado no lixo de forma separada, mas ainda é muito pouco. A maioria acaba botando junto e dificulta nosso trabalho.” Caso fossem separados, indica, os catadores poderiam trabalhar de forma mais ágil e cobrir uma região maior. “O catador tem consciência de que está fazendo uma limpeza e cuidando do Meio Ambiente, mas falta valorização por parte da sociedade”, completa.

Fonte: O Otimismo.

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