saneamento basico
Neoenergia e Compesa Serviços

Neoenergia e Compesa dizem que serviços de água, energia e esgoto em Noronha estão próximos do limite

Neoenergia e Compesa Serviços

Por: Ana Clara Marinho 

O fornecimento de água, energia e tratamento de esgoto em Fernando de Noronha está próximo do limite da operação, de acordo com a Neoenergia e com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). As empresas apresentaram os dados de consumo durante reunião do Conselho Gestor do Parque Nacional Marinho e Área de Proteção Ambiental da ilha, na quarta-feira (30).

O gerente da Compesa, Artur Santos, disse que a companhia tem com principal base de produção de água o dessalinizador de água do mar, responsável por 65% do consumo, além da água extraída do açude e dos poços.

Então pelos cálculos da empresa, o consumo médio por pessoa na ilha é de 200 litros por dia.

Pois a Compesa faz o abastecimento médio de 8,5 mil pessoas, entre moradores e turistas, e pode abastecer até 10 mil pessoas.

Já na área de saneamento, a companhia atende com a rede de esgoto 65% dos imóveis da ilha, num total de 649 casas. Os outros imóveis utilizam fossas.

Em Conclusão a Compesa deu início a um processo de licitação de R$ 70 milhões, com objetivo de atender com a rede de esgoto 10 mil pessoas.

A previsão é que a obra seja executada a partir de janeiro de 2024, com trabalho em 36 meses.

Consumo de Energia

O representante da Neoenegia, Rafael Fragoso, declarou que a empresa atende a 1.082 unidades. Desse total, 679 são residenciais, 278 são comerciais, 83 são instituições, três são considerados industriais e 39 foram classificados como “outros”, sem definição específica.

Mas a Neonergia conta com oito geradores movidos a biodiesel. A concessionária informou que o consumo de energia tem crescido. Em 2022, Noronha recebeu 149.839 turistas. Os visitantes e a população local consumiram 28.499.023 kwh de energia.

Ademais a empresa prevê que, em 2023, o número de turistas seja de 132 mil, conforme acordo de gestão compartilhada assinado entre os governos federal e do estado. Apesar da visitação menor, a Neonergia prevê que o consumo seja de 29.988.813 kwh.

Portanto a companhia enfatizou que realiza trabalhos para a produção de energia limpa, como as usinas solares instaladas na ilha e a modernização de equipamentos para redução do consumo na rede pública.

Então a reunião foi promovida pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio). O chefe interino do órgão, Marcos Aurélio da Silva, considerou importante da divulgação dos dados de água, esgoto e energia.

“Essa foi uma oportunidade para que a comunidade tivesse a clareza da real situação. É importante que nosso povo veja que existe um limite. As pessoas precisam despertar para a responsabilidade que têm no processo. Precisamos saber qual é a Noronha que queremos para o futuro”, declarou Marcos Aurélio.

Fonte: G1.

Últimas Notícias:
Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

O acesso ao saneamento básico adequado pode impactar diretamente a renda, a saúde e a qualidade de vida da população. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil. Moradores de regiões com acesso à água tratada e coleta de esgoto podem alcançar renda até duas vezes maior do que aqueles que vivem em áreas sem infraestrutura sanitária.

Leia mais »
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »