saneamento basico

Estudo do potencial do aproveitamento de água de chuva na demanda de água potável na região sudeste

Resumo

Com o crescimento rápido das cidades o consumo de água e a impermeabilização do solo trouxeram problemas como falta no abastecimento de água potável e inundações. Dentre as soluções estudadas para diminuir o consumo de água potável, cita-se o aproveitamento de água de chuva e de águas servidas, que podem reduzir o consumo de água potável. Em alguns municípios, como São Paulo, começaram a propor leis para a implantação do sistema de captação e uso de água pluvial. O objetivo deste trabalho é o estudo do potencial de aproveitamento de água de chuva como fonte alternativa para o uso da água não potável, com o foco na capital paulista. A partir da determinação da demanda urbana de água das capitais da região sudeste, onde se insere o objeto principal do estudo; e determinando as quantidades de chuvas mensais de cada cidade para o ano de 2015; e com essas determinações, comparou-se com a demanda de água potável de cada uma dessas cidades. Como resultado da comparação da quantidade de água de chuva disponível com a demanda de água potável, constatou-se que o volume de chuva em metade do ano é superior ao volume de água que a cidade necessita, e considerando 30% da demanda total, verificou-se que em apenas dois meses do ano a quantidade de água das chuvas não atende à esta demanda. No estudo os cálculos contemplaram as áreas dos terrenos da cidade como área de captação de água de chuva, sendo que seria necessário considerar as áreas reais de captação dos telhados e áreas afins. O aproveitamento de água de chuva é uma fonte alternativa para a redução do uso de água potável nas cidades, como da cidade de São Paulo, onde a captação e o uso de água de chuva pode reduzir o volume de água tratada para atender a cidade, preservando o manancial.

Introdução

As cidades estão crescendo rapidamente e com isso o aumento do consumo de água e a impermeabilização do solo trazem problemas como falta no abastecimento de água potável e inundações por problemas no sistema de drenagem urbana, Merengo et al, (2015) relatam que o crescimento da demanda de água, ausência de planejamento do gerenciamento do recurso hídrico e de consciência coletiva dos consumidores para o uso racional de água têm contribuído para gerar situações que conduzem à crise hídrica de certas regiões do país.

Algumas soluções para diminuir o consumo de água potável são estudadas para ajudar na crise hídrica, Proença e Ghisi (2009) reportam que medidas como o aproveitamento de água de chuva e de águas servidas podem reduzir o consumo de água potável entre 7% a 38%, percentual equivalente para o consumo onde não há necessidade de água potável (MAY, 2009).

A implantação de sistemas de captação e uso de água pluvial minimizam os problemas hídricos, vários municípios, como São Paulo – SP, começam a propor leis, como a Lei Nº (SÃO PAULO, 2005), para a implantação do sistema de captação e uso de água pluvial. Visto que algumas regiões do Brasil estão se deparando com situações características de crise hídrica, o objetivo deste trabalho é o estudo do potencial de aproveitamento de água de chuva como fonte para a minimização da demanda de água potável, em especifico da capital paulista.

Autores: Andre Kazunori Maebara e Douglas Barreto.

baixe-aqui

Últimas Notícias:
Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Cobrada em algumas cidades há décadas e recém-implantada em outras, a chamada “taxa de lixo” tem ganhado espaço nos debates públicos do Alto Tietê. Embora a medida costume gerar resistência da população, especialistas afirmam que a cobrança deixou de ser apenas uma opção das prefeituras e passou a ser uma exigência legal prevista na Lei Federal nº 14.026/2020, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos tenham sustentabilidade econômico-financeira, ou seja, uma fonte específica de arrecadação.

Leia mais »
SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

Melhorar a transparência na gestão de resíduos e criar mecanismos mais eficientes. Para acompanhar os resultados da logística reversa estão entre os desafios de Santa Catarina para avançar na economia circular. Para atender a essa demanda, o estado ganhou uma nova plataforma digital. Com ela, será possível acompanhar, de forma integrada, todo o fluxo da logística reversa no estado.

Leia mais »
Você usaria água de reúso

Você usaria água de reúso?

Imagine a seguinte situação: você lava o carro com água potável. Depois, rega o jardim com água potável. Dá descarga no vaso sanitário usando água potável. Agora pense por um instante: será que todas essas atividades realmente precisam utilizar uma água com qualidade para consumo humano?

Leia mais »
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Informam que o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passará a operar na Faixa 3 – Alerta a partir de 1º de julho. A medida segue o que estabelece a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Leia mais »
Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo EOS Systems

Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo | EOS Systems

No setor de saneamento, o modelo tradicional de leituras mensais está rapidamente se tornando obsoleto. Isso porque vazamentos invisíveis, fraudes e perdas operacionais não podem mais esperar 30 dias para serem detectados. Por isso, concessionárias estão migrando para o monitoramento contínuo, adotando tecnologia que transforma dados em decisões estratégicas em tempo real.

Leia mais »