A EPA priorizou a contaminação por PFAS, lançando iniciativas como a PFAS OUT, alocando quase US$ 945 milhões para a segurança da água e desenvolvendo novos métodos de detecção para proteger as comunidades de produtos químicos nocivos.
O administrador da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, Lee Zeldin, divulgou um resumo das ações tomadas durante o primeiro ano do governo Trump para lidar com os riscos da contaminação por substâncias per e polifluoroalquiladas (PFAS), com foco na proteção da água potável, testes, limpeza e fiscalização.
Segundo a EPA, a PFAS foi designada como prioridade máxima da agência logo no primeiro dia do governo. Desde janeiro de 2025, a agência tem intensificado os esforços para identificar as fontes de PFAS, reduzir a exposição na água potável, apoiar as comunidades afetadas e responsabilizar os poluidores.
“Garantir a segurança dos americanos contra os riscos dos produtos químicos PFAS tem sido uma das minhas principais prioridades desde o meu tempo no Congresso”, disse Zeldin em um comunicado de imprensa da EPA.
Entre as ações destacadas, a EPA lançou a Iniciativa de Divulgação sobre PFAS (PFAS OUT) para entrar em contato com sistemas públicos de abastecimento de água que precisam de melhorias na infraestrutura para lidar com PFAS, incluindo sistemas que detectam PFOA e PFOS.
A agência afirmou ter liberado US$ 945 milhões para reduzir a exposição a PFAS na água potável e concluído ou avançado diversos projetos de tratamento, incluindo sistemas no sul da Califórnia que protegem mais de 9.500 residências.
A EPA também relatou o desenvolvimento de novos métodos laboratoriais para detectar até 40 compostos PFAS em água, solo e outros meios ambientais, além de promover níveis baseados em evidências científicas para PFOA e PFOS nos Regulamentos Nacionais Primários de Água Potável, revisando também os prazos de conformidade.
A agência reafirmou a designação de substância perigosa CERCLA para PFOA e PFOS e propôs atualizações nos requisitos de notificação de PFAS sob a Lei de Controle de Substâncias Tóxicas (TSCA) para reduzir a duplicação de relatórios.
As ações adicionais incluíram a instalação de sistemas de tratamento no ponto de entrada, a coleta de amostras de poços perto de áreas contaminadas pelo programa Superfund e de instalações militares, a finalização de termos de consentimento para a remoção de espuma contendo PFAS e o aumento da frequência de atualizações das diretrizes de destruição e descarte de PFAS.
A EPA informou que também está estabelecendo um grupo de coordenação interno, liderado pelo Gabinete do Administrador e pelo Gabinete da Água, para acelerar os esforços de limpeza e pesquisa de PFAS em todos os programas e regiões da agência. Olhando para o futuro, a agência planeja expandir os testes, aprimorar as tecnologias de tratamento, aumentar a divulgação e fortalecer a fiscalização para combater a contaminação por PFAS em todo o país.
Fonte: Water World
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