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Mudanças climáticas: como os bancos centrais estão enfrentando os riscos ambientais e a transição para uma economia verde?

Resumo

As mudanças climáticas trazem riscos que ameaçam a economia e a estabilidade do sistema financeiro, impactando, negativamente, na política monetária. Diante desse cenário, os bancos centrais, responsáveis pela estabilidade do sistema financeiro, cada vez mais precisam considerar as mudanças climáticas nos modelos de risco. Sendo assim, o objetivo desse trabalho foi analisar como os bancos centrais têm enfrentado as mudanças climáticas para preservar a estabilidade do sistema financeiro. Esse trabalho dividiu-se em três etapas. Primeiramente, procurou-se entender se é papel dos bancos centrais promover políticas econômicas em favor da sustentabilidade. A literatura ainda tem algumas dúvidas sobre que postura os bancos centrais devem manter diante das mudanças climáticas. Algumas referências ressaltam a importância da neutralidade dos bancos centrais, outras acreditam que uma certa intervenção pode mitigar os riscos climáticos, promover uma transição para uma economia mais verde e, por consequência, preservar o sistema financeiro. Em seguida, pretendeu-se demonstrar quais os prováveis efeitos das mudanças climáticas na economia. Partindo da definição dos conceitos de clima, mudança climática e efeito estufa, foram analisadas as consequências desses fatores na economia, tanto em países desenvolvidos, quanto em países em desenvolvimento. Por fim, pretendeu-se entender como os bancos centrais têm considerado as mudanças climáticas nos seus modelos de risco. Foram analisados o caso brasileiro e três economias de países desenvolvidos, selecionadas a partir de um critério que considera o produto interno bruto (PIB). Percebe-se, neste estudo, que o banco central europeu parece estar em um estágio mais avançado em relação aos outros. A conclusão desses estudos é que as mudanças climáticas impactam no sistema financeiro. Os bancos centrais ainda estão entendendo como enfrentar as mudanças climáticas e desenvolvendo modelos de risco. No entanto, esse não é papel exclusivo deles, é necessária uma ação conjunta com outros órgãos governamentais para conduzir a transição verde.

Autor: Stefano Caiula.

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