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O processo de normalização e as normas técnicas Sabesp

Resumo

A normalização está presente em diversas áreas do conhecimento e também na indústria, no comércio, nos serviços, e nas produções técnico-científicas como meio de dar maior credibilidade através da qualidade gerada pelas normas técnicas. Além da qualidade, a segurança, a economia e a intercambialidade geradas pelo uso da normalização, seus objetivos e métodos, seus órgãos regulamentadores, serão os temas abordados no presente trabalho. Ele trará um breve histórico da origem da normalização, remetendo a mais antiga forma de normalização: a palavra falada. Também mostra as consequências da normalização na vida da população ao longo dos anos, as vantagens tanto para produtor como para o consumidor. Ainda aborda de forma sucinta os principais organismos regulamentadores tanto em âmbito nacional como internacional. Finalmente é abordado, de forma resumida, a importância das normas empresariais, tendo como foco o processo de elaboração das Normas Técnicas Sabesp – NTS.

Introdução

A normalização está presente em diversas áreas do conhecimento, mas o uso da normalização, como um caminho regrado, somente começou a ter realmente importância quando teve início a produção e o comércio de bens comuns, fazendo com que a grande maioria de tudo que era produzido e consumido começasse a ganhar formas iguais, como por exemplo, o tamanho dos artigos, o dinheiro, os pesos e medidas.

Entretanto, se voltarmos no tempo, podemos dizer que a palavra falada é a mais antiga das normas e isso se explica pelo fato de que se as palavras não possuíssem significados definidos não iríamos nos entender. Podemos destacar, que os números e letras, assim como a palavra, também são formas de expressão normalizadas dentro de uma extensão territorial na qual têm a mesma significação.

As normas de medida estão entre as primeiras a serem criadas, devendo seu início à época em que o homem julgou necessário estimar dimensões e distâncias. Nesse momento o homem começou a utilizar-se de métodos um tanto quanto inadequados para fazer as medições, tais como: braços, dedos, pés, ou ainda quando tratavam de distâncias maiores era comum utilizar a expressão “um dia de viagem” ou contarem os passos. Contudo, por mais arcaico que possa parecer, esses tipos de medidas ainda são utilizados em várias partes do mundo, como na Índia, aonde é comum usar como medida o grão de cevada.

Até mesmo Gutenberg (séc. XV), quando criou a imprensa, não fez isso de forma desordenada, todos os tipos móveis deviam ser permutáveis entre si e de mesma altura para que se conseguisse imprimir algo, além do que, as letras possuíam detalhes para que o tipógrafo pudesse sentir ao toque, que letra ela havia apertado. Podemos ver, quando nos referimos à normalização, que não são poucos os exemplos que temos de tempos remotos, tais como: a arquitetura das pirâmides egípcias; mastros, velas, remos e lemes uniformizados dos venezianos no séc. XV; tijolos romanos na antiguidade; aquedutos do tempo do Imperador Nerva (100 a.C.), entre outros.

Com o passar do tempo, viu-se a necessidade de se ter independência entre as unidades de medida e de grandezas das comparações naturais (mãos, pés, etc.) e isso acabou conduzindo o mundo a novas regras de padronização.

A revolução industrial ocorrida no século XIX e a consequente produção em série, trouxe a necessidade da normalização para estabelecimento de padrões para as características e desempenho dos produtos, mas foi só com a Segunda Guerra Mundial que se tornou mais evidente a importância de uma normalização nacional e internacional, devido à dificuldade de fornecimento de peças e sobressalentes e a existência de diferentes normas nos diferentes países.

Assim, a normalização que teve seu início como um mero processo mecânico, evoluiu e tornou-se um meio para assegurar a intercambialidade de forma precisa e qualificável, sendo uma técnica de simplificação e conservação de recursos e capacidade produtiva.

Inicialmente, é interessante sabermos diferenciar Normalização de Normatização. Segundo Arouk (1995): “normalizar é submeter algo a normas, padronizar, enquanto normatizar é estabelecer normas para alguma coisa, ação ou processo”.

A normalização é uma atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto. Apresenta como vantagens:

 Econômica: Padrão, economia de escala.
 Consumidor: Referência de qualidade.
 Relação Contratual: Regras Definidas.
 Mercado internacional: Reduz barreiras.
 Memória técnica: Registro do conhecimento.

Portanto, em virtude dos aspectos apresentados, é indispensável o estabelecimento de normas para que se garanta o padrão de qualidade aos diversos produtos e processos.

Autor: Pedro Jorge Chama Neto.

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