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Tubos e conexões de polietileno: atualização das normas técnicas Sabesp

Resumo

Embora ainda seja minoria no total de redes de água em operação, o uso do material polietileno está em franca ascensão. Ele possui diversas vantagens relacionadas à redução de perdas de água (menor quantidade de singularidades) e à forma de instalação (por métodos não destrutivos), o que é especialmente interessante em grandes centros urbanos devido ao impacto social da abertura de valas. No entanto, é fundamental atentar às peculiaridades do material e, principalmente, à necessidade de entendimento sistêmico de seu uso. Este trabalho apresenta uma série de Normas Técnicas SABESP, recentemente atualizadas, que contém critérios técnicos de tubos, conexões, instalação, reparo e requisitos de mão-de-obra (soldadores), necessários para que as vantagens do polietileno de redução de perdas sejam de fato conferidas ao longo da vida útil do material.

Introdução

Embora a maior parte das tubulações de água instaladas no Estado de São Paulo sejam dos materiais de ferro fundido (FºFº) e PVC, o uso do material plástico polietileno cresceu consideravelmente nos últimos anos. Dentre as mais de 35 mil km de redes de água da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP (SIGNOS, 2019), mais de 90% são compostas por tubulações nos materiais F°F° e PVC, conforme Figura 1.

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O Polietileno (PEAD – Polietileno de Alta Densidade) aparece em terceiro lugar nesta lista, com apenas 5% do totaldas redes de água da RMSP. No entanto, o crescimento do uso de tubos de polietileno é o mais acentuado nos últimos anos, conforme demonstra o gráfico da Figura 2, em termos percentuais (%), do crescimento dos tubos que entraram em operação na RMSP.

Esta tendência de incremento da adoção do polietileno se justifica, principalmente, pela flexibilidade do material, que favorece a instalação por Métodos Não Destrutivos (MND). O uso de materiais que possibilitem a instalação por MND é uma importante vantagem em grandes centros urbanos, como a RMSP, onde os impactos sociais de obras realizadas pelo método de vala a céu aberto são grandes.

Outra vantagem notória refere-se a uma menor quantidade de singularidades, principalmente em casos de tubos entregues em bobinas, o que tende a reduzir o potencial de vazamento das redes de água e esgoto. Nos casos de tubos fornecidos em barras, também há uma menor quantidade de singularidades, uma vez que a maior parte das uniões é promovida por solda de topo, que quando bem executada apresenta pequeno risco de vazamento.

Muitos cuidados devem ser tomados com as condições técnicas da aplicação dos tubos e conexões de polietileno, para que as vantagens citadas acima permaneçam tornando os sistemas deste material menos susceptíveis a vazamentos. Portanto, é fundamental que se tenha uma visão sistêmica do uso do polietileno, considerando aspectos de projeto, instalação, reparo, materiais (tubos, conexões e ferramentas) e mão-de-obra.

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A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, SABESP, possui uma série de Normas Técnicas relacionadas ao assunto que tem por objetivo estabelecer critérios técnicos a serem observados quando da adoção de tubulações de polietileno. Estas normas foram elaboradas no início dos anos 2000 e careciam de revisão, considerando as evoluções de materiais, ferramentas e mudanças no setor de saneamento.

O presente artigo sintetiza as atualizações nas Normas Técnicas SABESP (NTS) relativas ao material polietileno utilizado para redes, adutoras e linhas de esgoto pressurizadas, trabalho que foi realizado por profissionais de diversas diretorias da Companhia com amplo conhecimento e experiência no assunto.

Autores: Allan Saddi Arnesen; Samuel Soares Muniz; Marco Aurélio Lima Barbosa; e Eduardo de Almeida Silva.

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