saneamento basico

Avaliação do potencial poluidor da indústria galvânica: caracterização, classificação e destinação de resíduos

Resumo

Esse trabalho visou à caracterização de resíduos e efluentes da indústria galvânica a fim de identificar os elementos que conferem periculosidade aos resíduos, assim como a classificação destes em perigosos (classe I) ou não perigosos (classe II). A caracterização das amostras mostrou que o Fe e o Zn são os elementos predominantes nas amostras, mas existem outros elementos (Ni, Cd, Al, Mn, Cu, F, Cr, Ca) como minoritários ou traços. A classificação dos resíduos, feita com base na Norma ABNT NBR10004/2004, mostrou que o Cd e o Cr são os contaminantes responsáveis pelo enquadramento destes como perigosos. As lamas de fosfatização não apresentam características de periculosidade apesar de, a priori, serem consideradas como tal. Com base neste estudo, foi possível apresentar um cenário do setor de galvanoplastia de forma a orientar as empresas quanto a necessidade de eliminação ou redução dos níveis de contaminantes de forma a reclassificar seus resíduos como não perigosos.

Introdução

A galvanização consiste em um processo de revestimento da superfície de uma peça, geralmente metálica, por outro metal, visando a alterações de algumas de suas características, tais como cor, brilho, rigidez e resistência à corrosão. Na galvanização, por deposição eletrolítica, as peças são mergulhadas em um banho composto por sais do metal, que as revestirá, além de aditivos que permitem uma melhor aderência do metal à sua superfície. Nos banhos galvânicos, está presente uma série de substâncias que, dependendo das concentrações, implicam grandes riscos à saúde e ao meio ambiente. Os efluentes provenientes dos banhos galvânicos são, geralmente, tratados para descarte por precipitação dos metais, seguida de correção do pH de forma a atender à Deliberação Normativa COPAM, 1986. No entanto, esse procedimento leva à produção de um resíduo sólido, que não pode ser descartado de forma tão simples. A quantidade de resíduo gerada é tão grande e os custos de seu descarte são tão altos que a maior parte das empresas do ramo possui estocadas dezenas de toneladas aguardando destinação. Esse fato é agravado pela escassez de aterros classe I, sendo que os poucos que existem estão distantes dos pólos produtores (alto custo no transporte). Além disso, existe a responsabilidade perpétua pelo passivo ambiental de todo o resíduo descartado nesses aterros. Diante disso, surgiu um problema para as empresas desse ramo: o que fazer com estes resíduos? (Rossini & Bernardes, 2006; Pasqualini, 2004; Bernardes et al., 2000).

Autores: Ana Claudia Queiroz Ladeira e Dimitri Bruno Alves Pereira.

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