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Reciclagem no Brasil atinge mais de 11 milhões de toneladas movimentando 323 mi fornecedores em 2025, diz estudo da Sygecom

Em 2025, 11.139.370 toneladas de resíduos foram movimentadas por 323.500 fornecedores cadastrados nos sistemas da SyGeCom, 20,69% a mais do que no ano anterior.

A empresa, especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor da reciclagem, lançou nesta terça-feira (20 de Outubro), na Eco Expo, a primeira edição do Retrato SyGeCom da Reciclagem no Brasil, que reúne uma base de dados inédita extraída dos softwares da companhia, os quais medem o volume de resíduos transacionados por seus clientes no ano, a participação de cada região do país e o número de fornecedores ativos na compra de materiais recicláveis, incluindo pessoas físicas e jurídicas.

Como o mesmo resíduo pode ser movimentado em média por três clientes, das mais de 11 milhões de toneladas registradas, pelo menos 3,7 milhões representam movimentações de resíduos únicos ao longo de 2025.

A reciclagem ocupa um espaço essencial no desenvolvimento socioeconômico do Brasil, mas os números que medem a eficiência desta atividade ainda são subdimensionados, uma vez que grande parte do que é reciclado não passa por registros oficiais.

Nesse sentido, a SyGeCom, que tem mais de 20 anos de história e já soma 1,1 milhão de fornecedores cadastrados historicamente em seus sistemas, compilou informações de seus clientes no setor privado para trazer um novo retrato sobre a reciclagem no Brasil.

Os números foram extraídos de um banco de dados ligados a mais de 1.500 clientes ativos, presentes em todos os estados do país, que fazem uso de pelo menos um dos quatro softwares oferecidos pela empresa (Easy, SGR, SGR Plus e SAGI).

Os dados não são resultantes de uma pesquisa com rigor amostral e detalhamento de critérios metodológicos, mas contemplam informações inéditas e de grande relevância pública sobre a reciclagem. Nenhum dado de cliente foi exposto para a construção do recorte.

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— Nós temos uma base sólida de clientes e seus fornecedores, que nos dão diariamente um panorama sobre o funcionamento do mercado e a dimensão do volume de resíduos que são transacionados, muitas vezes longe dos olhos da sociedade. Nosso objetivo é construir uma série histórica, com o registro de dados anuais para serem divulgados no ano subsequente.

Queremos contribuir com a reflexão pública sobre o tema, dentro de um setor ainda carente da devida formalização — destaca o CEO do Grupo SyGeCom, Dinho Machado.

As 11.139.370 toneladas de resíduos dizem respeito ao volume total transacionado e registrado nas plataformas em 2025, uma média de 928.280 toneladas mensais. Foi um crescimento de 20,69% em comparação a 2024, quando a marca anual foi de 9.229.970 toneladas. Os números contemplam todas as compras de materiais recicláveis registradas pelos clientes.

No entanto, o CEO do Grupo SyGeCom explica que, geralmente, um mesmo material circula em mais de uma etapa dentro da cadeia, podendo ser registrado nos sistemas mais de uma vez:

— A tendência é que um resíduo passe por mais de um ator até chegar ao processamento final na indústria. Por exemplo, um produto que um ferro-velho de bairro compra de um catador vai para um reciclador e, depois, para a indústria. Uma média muito segura para estimar o ciclo de um material são três etapas — diz Machado.

Dessa forma, considerando as três etapas e o volume total de mais de 11 milhões de toneladas, pelo menos 3.713.123 toneladas de resíduos únicos foram movimentadas em 2025.

Retrato Sygecom revela números complementares aos dados do setor no país

Os números divulgados pela SyGeCom partem de uma base de clientes e seus respectivos fornecedores espalhados por todo o Brasil. Os dados servem para complementar os dados regularmente usados no setor, como os do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil divulgado pela Abrema.

O estudo mais recente estimou aproximadamente 7,1 milhões de toneladas de resíduos secos enviados para reciclagem no Brasil em 2024, considerando a coleta via serviços públicos e a coleta informal. Além disso, revelou que cerca de 6,7% dos resíduos coletados via serviços públicos foram encaminhados para centrais de triagem e aproximadamente 52% do volume foi recuperado.

A última edição do panorama, publicada em 2025 com dados de 2024, identificou que catadores autônomos coletaram cerca de 4,6 milhões de toneladas.

O Retrato Sygecom apresenta um recorte que aponta para uma insistente informalidade do setor: dos 323.500 fornecedores (CPFs e CNPJs únicos) que fizeram pelo menos uma movimentação de resíduos com clientes da empresa, contribuindo para as 11 milhões de toneladas transacionadas em 2025, 84,9% são pessoas físicas e apenas 15,21% já aparecem como pessoas jurídicas.

No momento da divulgação do Retrato, os quatro sistemas da Sygecom somavam 1.144.969 fornecedores cadastrados ao longo da história, dos quais 83,91% são pessoas físicas e 16,09% são pessoas jurídicas.

— Ainda prevalecem os CPFs atuando nas transações e vendendo materiais para empresas. Esses dados são reflexo da cultura da reciclagem no Brasil, movimentada, em grande parte, por catadores autônomos que encontram na atividade um meio de renda e sobrevivência.

A nossa missão é aprimorar soluções que atendam às necessidades de todos os atores do ecossistema, a fim de profissionalizar e integrar cada vez mais o setor, usando a tecnologia como aliada em processos operacionais, contábeis, fiscais e logísticos — afirma Dinho Machado.

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Sudeste é a região com a maior movimentação de resíduos

No recorte regional, o Sudeste figurou como a região com o volume mais expressivo de movimentações em 2025: 65%, referentes a mais de 7,2 milhões de toneladas dentre as 11 milhões registradas. Também é a região que concentra a maior parte de clientes que utilizam os sistemas SyGeCom.

Na sequência, aparecem as regiões Sul (19% das movimentações), Centro-Oeste (7%), Nordeste (6%) e, com menor volume registrado, o Norte (3%).

É interessante ressaltar que, no anuário IPC Maps 2025, especializado no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, o Sudeste figura com destaque semelhante, como a região com a maior participação no consumo nacional (49%).

Em seguida, aparecem o Sul (18,48%), o Nordeste (17,5%), o Centro-Oeste (9,1%) e, por último, o Norte (com presença inferior a 6%). Apesar de não haver uma relação direta de causa e efeito, o consumo é um fator determinante da geração de resíduos e, consequentemente, da disponibilidade de materiais com potencial para serem reciclados, engajando profissionais em todo o país na coleta destes recicláveis.

Fonte: ESG inside

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