saneamento basico

Panorama geral dos resíduos sólidos urbanos no âmbito mundial

Resumo

A geração de resíduos sólidos urbanos tem crescido exponencialmente durante o passar dos anos, diante deste contexto políticas públicas e leis federais além dos acordos climáticos como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris surgiram para estabelecer critérios e limites para a geração até então desenfreada. O trabalho objetivou buscar dados referentes a geração e disposição ou destinação dos resíduos sólidos urbanos (RSU) no âmbito mundial. Os resultados demonstraram que o Brasil ainda tem problemas com a gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos sendo identificada uma grande disposição de resíduos sólidos urbanos ainda encaminhados para aterros sanitários e lixões. Nos EUA verificouse uma grande geração per capta também sendo grande parte dos RSU encaminhados para aterros sanitários. Em relação a União Europeia foi identificado grande eficaz nas leis e acordos de redução de resíduos verificando redução dos RSU de 63,8% em 1995 para 25,3% em 2015. Para o Japão, verificou-se redução na geração per capta e destinação final ambientalmente adequada principalmente encaminhados para a incineração com geração de energia elétrica. Para China alternativas como a biometanização para cocção e geração de energia são vertentes atualmente utilizadas. Conclui-se que a gestão e gerenciamento dos RSU varia de acordo com cada país, verificando-se pela diferença entre composição e geração per capta de cada resíduo, indicando que cada caso seja analisado individualmente para proposição de tecnologias para disposição ambientalmente adequadas para os resíduos gerados.

Introdução

Questões relacionadas à disposição final e ao tratamento de resíduos sólidos urbanos constituem um dos mais graves problemas da sociedade contemporânea, representando o maior percentual de desperdícios, motivo que constitui um fator de crescente preocupação (RUSSO, 2003). No contexto mundial, até pouco mais de um século atrás, pequena importância era dada à questão dos resíduos sólidos, ainda nesse panorama, os países desenvolvidos, especialmente os europeus, tiveram um grande avanço nessa questão nos últimos 25 anos. Tal motivação se deu por meio de políticas e legislações mais rigorosas e avançadas, que incentivaram o desenvolvimento e a implementação de tecnologias de tratamento e proporcionaram melhora significativa na gestão dos resíduos sólidos urbanos (RSU).

No Brasil, a partir do estabelecimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), promulgada pela Lei Federal 12.305 em agosto de 2010 e regulamentada pelo Decreto 7.404, em 23 de dezembro de 2010 (BRASIL, 2010), tem-se um marco histórico na gestão de resíduos sólidos no país, não apenas por seu status de política nacional, mas fundamentalmente pelos avanços conceituais e técnicos e as importantes conquistas socioambientais que a PNRS representa.

No âmbito mundial, destaca-se o crescimento populacional, que está diretamente relacionado à geração de resíduos. Existem estimativas de que há necessidade de aumento em 70 % da produção de alimentos para atender a demanda da população, essa que pode chegar a 9,6 bilhões de pessoas em 2050 (FAO, 2014).

Dentre as problemáticas relatadas, destaca-se a emissão do gás metano. Embora seja responsável por crescente parcela das emissões de GEE no mundo, esse gás detêm um elevado potencial calorífico, tornando seu uso energético atrativo, seja para geração de energia elétrica, energia térmica, como biocombustível veicular (biometano) e/ou para injeção na rede de gás natural, mitigando os efeitos dos GEE (SIMÕES, 2017).

Autores: André Luis Gomes Simões; Paula Polastri; Daniel Tait Vareschini; Marcelino Luiz Gimenes e Valdir Schalch.

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