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Com água de açude da Paraíba, cidade potiguar sai do colapso

O município de Jardim de Piranhas, na região Seridó potiguar, não está mais em situação de colapso no abastecimento de água. Neste final de semana, a chegada da água liberada do sistema Mãe D’Água, na Paraíba, atenuou o quadro de escassez para as quatro cidades atendidas pela Adutora Manoel Torres. Assim, além de Jardim de Piranhas, que volta a ter água nas torneiras, Caicó, São Fernando e Timbaúba dos Batistas contam com sistemas alternativos de abastecimento.

A abertura das comportas do sistema Mãe D’água, autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA), foi solicitada pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), que afirma ter investido aproximadamente R$ 500 mil em serviços e melhorias na captação de água.

Segundo a gerente da Regional Seridó da Caern, Rosy Gurgel, a vazão atingida é em torno de 3 metros cúbicos por segundo, distribuída para as quatro cidades. A Caern orienta, no entanto, que a população mantenha os hábitos de uso racional da água, para que o fornecimento possa ser mantido pelo maior período possível.

Durante o período em que não contavam com o aumento da vazão – justamente para que não entrassem em colapso – as cidades de Caicó, São Fernando e Timbaúba dos Batistas estavam sendo atendidas por outros sistemas. Caicó vinha mantendo o abastecimento pelo Açude Itans, que tem funcionado como uma reserva técnica para períodos de maior escassez. São Fernando contava com água do açude municipal, e Timbaúba dos Batistas também era abastecida por um açude da cidade.

Atualmente, entre as cidades atendidas pela Caern, 21 permanecem em colapso e 72 estão sendo abastecidas em sistema de rodízio.

Rio Grande do Norte
Mais de 90% dos municípios potiguares estão em situação de emergência. Em 23 de setembro, o governo estadual publicou o 7º decreto consecutivo em decorrência da seca severa. Dos 47 reservatórios com mais de 5 milhões de metros cúbicos de água, 8 estão secos, 21 estão em volume morto e outros cinco devem entrar nessa situação até o fim do ano, de acordo com um relatório do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn).

Fonte: G1

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