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Prefeitura propõe criação de polo industrial no entorno do aterro sanitário de Goiânia

Área é considerada improdutiva, segundo vereador. Mudança na legislação, se aprovada, permitirá que empresas de reciclagem de diversos tipos de material se instalem na região.

A Prefeitura de Goiânia propôs à Câmara de Vereadores a criação de um polo industrial de reciclagem e lavanderia em torno do aterro sanitário. Segundo o vereador Vinícius Cirqueira (PROS), que participa da articulação, o plano diretor da cidade só permite que seja feito loteamento no local, mas, como não há procura, a área fica improdutiva. O projeto está em análise.

Queremos fazer um arranjo produtivo local, que é a autorização para que essas usinas de reciclagem e lavanderia sejam criadas lá. Hoje não se consegue autorização para esse tipo de indústria lá, e o projeto de lei, criando o polo, muda isso. Já existe procura dessas empresas, mas é uma demanda reprimida”, disse.

A criação do espaço foi sugerida pela Prefeitura de Goiânia por meio da Comissão Especial do Plano Municipal de Resíduos Sólidos. A Câmara de Vereadores criou uma comissão para avaliar a viabilidade e como seria a implantação dessa medida. O trabalho durou cerca de quatro meses e foi entregue à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser avaliado.

aterro sanitário de Goiânia

Se o projeto for aprovado, será autorizada a instalação de empresas de reciclagem de material de construção e eletrônicos, além de lavanderias industriais e hospitalares. Atualmente, segundo o vereador, essas empresas só podem ser instaladas ao longo das rodovias.

“Esses locais mais afastados acabam até encarecendo o reaproveitamento desse material. Temos uma usina de reciclagem de material de construção em Senador Canedo, por exemplo. Ainda assim, como encarece, os entulhos da capital acabam sendo todos jogados no aterro. Hoje, apenas 8% de todo o nosso lixo é reaproveitado”, completou.

aterro sanitário de Goiânia

Impacto ambiental

Gerente de Políticas de Manejo de Resíduos Sólidos da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Giovane Toledo informou que a medida ajuda na adequação da gestão de resíduos sólidos da capital. Segundo ele, há um plano municipal, criado em 2015, que procura aumentar o reaproveitamento do lixo.

Temos, por exemplo, metas de 15% de redução dos resíduos recicláveis a cada quatro anos. Muito do que vai para cooperativa de reciclagem, por mais que seja reciclável, acaba virando rejeito. Copo plástico, por exemplo, teoricamente poderia ser reciclado, mas não temos indústria de reciclagem desses materiais. Isopor e vidro também são materiais baratos de reaproveitar, mas o transporte inviabiliza a venda desse resíduos, vira rejeito e vai para aterro”, explicou.

Fonte: G1 – Goiás

aterro sanitário de Goiânia

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