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Aterro sanitário vira lixão e prejudica moradores em Porto Nacional/TO

Uma área que deveria ser o aterro sanitário do município de Porto Nacional, a 66 km de Palmas, virou um lixão a céu acerto. Todo o lixo, incluindo o orgânico e o hospitalar, se mistura num terreno cercado de propriedades rurais. Os moradores reclamam do mau-cheiro e dos prejuízos causados com a morte de animais.

O produtor rural Gerson Monteiro diz que cinco vacas já morreram após os animais engolirem plásticos espalhados pelo vento.

“O animal engole o plástico, não consegue fazer a digestão e acaba morrendo. Este ano já perdi cinco vacas e bezerros já perdi uns três por causa dos urubus que se alojam no sanitário. Na hora que a vaca pare, o urubu come”, conta.

Em 2010, o governo federal sancionou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) determinando ações como a extinção dos lixões do país e a implantação de aterros sanitários. Os municípios tiveram quatro anos para se adaptar. O prazo foi prorrogado por mais dois anos e terminou em agosto. Mas a lei é ignorada por muitos municípios.

O prejuízo do gerente de uma fazenda Edvan Mossoró é com a criação de ovelhas. Os animais estão sendo atacados por cachorros, que vão procurar alimento no lixão. “Já perdi 42 cabeças, todas atacadas por cachorros”.

Perto do local, há uma escola agrícola. A cozinheira Rosemeire Lemes reclama que é difícil cozinhar para os alunos por causa das moscas originárias do lixão. Nem as telas de proteção estão resolvendo. “A tela foi colocada para, pelo menos, diminuir [as moscas], mas mesmo assim elas continuam”.

A enfermeira Maria do Carmo é vizinha do lixão. Ela colocou faixas na cerca cobrando uma solução para o problema. “Isso já vem de muito tempo. Há quatro anos eu moro aqui e nestes quatro anos eu convivo com o mesmo problema”, reclamou.

Segundo os moradores, já foram várias tentativas junto à prefeitura para resolver o problema, todas em vão. Enquanto isso, os urubus fazem a festa.

O secretário do Meio Ambiente de Porto Nacional informou que a empresa que cuida do aterro sanitário possui um contrato de um ano com a prefeitura e os serviços foram paralisados pela falta de pagamento, mas que deve ser regularizados nos próximos dias.

O gestor disse ainda que até sexta-feira (18), uma reunião deve acontecer entre a empresa, prefeito e o secretário do meio ambiente para a regularização e retomada dos serviços.

Fonte: G1

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