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Concessionária diz que falta adesão do campo-grandense para coleta seletiva

Concessionária Solurb, responsável pela coleta de lixo afirma que afirma que falta de adesão da população em participar da coleta seletiva em Campo Grande.

A ação é alvo de mais uma investigação do Ministério Público e tema de perícia com resultado preocupante: ínfimos 2% dos resíduos sólidos domiciliares são vendidos como recicláveis.

Levantamento feito pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) aponta que somente o setor coberto pela coleta seletiva tem geração total de 301 toneladas por dia. Mas, depois de passar pela triagem, apenas 6 toneladas “escapam” de ser enterradas no aterro sanitário.

Conforme a concessionária, enquanto o TCE aponta que a coleta seletiva chega 111 toneladas/ mês a empresa chega a contabilizar 500 toneladas de resíduos recicláveis. Para que esses os números de fato correspondam ao apontado pelo tribunal seria necessário, que 100% da população aderisse a coleta, o que não ocorre.

Caminhão da Solubr durante coleta de lixo na Capital (Foto: André Bittar)
Caminhão da Solubr durante coleta de lixo na Capital (Foto: André Bittar)

A Solurb destaca ainda, que a perícia foi realizada em outubro de 2016. Na época, eram coletados em média 12 toneladas/dia, porém atualmente com as ampliações dos serviços, são coletados aproximadamente 19 toneladas/dia, o que corresponde a 500 toneladas/mês.

Para tentar reverter o quadro, a concessionária revela que tem apostado em ações realizadas pela educação ambiental, com a população, aliado a palestras em escolas, empresas, órgãos públicos e condomínios de Campo Grande, tendo como foco principal a redução, reutilização e reciclagem dos resíduos sólidos.

Perícia – O documento, que traz resultado da perícia realizada entre 15 e 28 de outubro de 2016, foi anexado ao inquérito do MP/MS para apurar a eficiência da coleta seletiva e do trabalho de educação ambiental na cidade.

Na semana passada, foi aberta outra investigação, neste caso, sobre a baixa adesão dos condomínios à coleta seletiva. Conforme a CG Solurb, concessionária que faz a gestão dos resíduos sólidos na cidade, de 118 condomínios notificados, houve adesão de apenas 30. Ou seja, somente 25% ou um a cada quatro residenciais.

O MP deu prazo de 30 dias para a prefeitura de Campo Grande apresentar um plano de ação indicando como vai exigir a adesão dos condomínios residenciais ao programa de coleta seletiva, com cronograma e forma de atuação no caso de negativa.

Faltam adesão e programas de educação ambiental para alavancar coleta seletiva. (Foto: Marcos Ermínio)
Faltam adesão e programas de educação ambiental para alavancar coleta seletiva. (Foto: Marcos Ermínio)

Radiografia do lixo – Datado de 21 de julho de 2017, o Relatório Técnico da Unidade de Triagem de Resíduos Recicláveis do Município de Campo Grande conclui que o sistema de coleta seletiva ainda é bastante ineficiente, resultado principalmente da falta de adesão dos moradores e da falta de maiores programas de educação ambiental que conscientizem a população da importância da separação dos resíduos recicláveis.

Na Capital, o setor coberto pela coleta seletiva resulta na geração de resíduos sólidos domiciliares de 301 toneladas/dia, dos quais a parcela de material reciclável é de 111 toneladas/dia (36,99%). Contudo, a quantidade de resíduos que chega à UTR (Unidade de Triagem de Resíduos) é de apenas 12 toneladas diárias, o que representa 11% do potencial de resíduos recicláveis.

Após a triagem, o cenário ganha contornos ainda mais desfavoráveis: do material potencialmente reciclável que poderia ser coletado, apenas 5,5% (6 toneladas/dia) são vendidos pelas cooperativas.

No período entre outubro de 2015 e 2016, entraram na UTR 4.677 toneladas de resíduos oriundos da coleta seletiva, dos quais 2.347 toneladas (50,19%) foram recicladas e 2.330 toneladas (49,81%) enviadas para o aterro sanitário como rejeitos. A UTR é operada por 96 cooperados, que estão divididos em três cooperativas e uma associação.

 Fonte: Campo Grande News.
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