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Empresas estudam parceria para projeto de R$ 280 milhões em Pinda

Intenção é fornecer peças para torres de geração de energia eólica

A Gerdau, a Sumitomo Corporation e a JSW (The Japan Steel Works) pretendem formar uma associação para produzir peças para indústria eólica a partir de aços especiais, em Pindamonhangaba. O setor é tratado com elevado potencial de crescimento no Brasil pela Gerdau, que anunciou a intenção de parceria com as empresas japonesas no último dia 27.

O objetivo do projeto é atender a expansão da indústria eólica no Brasil. De acordo com a Gerdau, o empreendimento ainda necessita da aprovação das autoridades concorrenciais e fornecerá peças para torres de geração de energia eólica a partir de 2017.

Segundo a Gerdau, a parceria envolverá R$ 280 milhões em investimentos para a aquisição de novos equipamentos de produção. A empresa, por sua vez, deverá aportar ativos para produção de cilindros, sem previsão de desembolso de caixa.

O empreendimento ficará dentro da usina da Gerdau em Pindamonhangaba, que fornecerá os aços especiais para a produção das peças para as torres de geração de energia eólica – eixo principal, rolamentos da pá e rolamento da torre. De acordo com a empresa, serão gerados 100 novos postos de trabalho diretos.

Segundo a Gerdau, a união com as empresas japonesas permitirá a produção brasileira de peças para abastecer a construção de novos parques eólicos no País. “A participação da Gerdau na sociedade deverá ser superior a 50% e, portanto, a empresa será a principal sócia”, informa a empresa em nota.

Já a participação dos demais sócios será definida no momento da conclusão da operação e formalização da parceria, que dependerão da análise e aprovação dos órgãos competentes.

“Além de equipamentos para a indústria eólica, a nova empresa também produzirá cilindros para a indústria do aço e do alumínio, produtos que já vem sendo produzidos pela Gerdau e comercializados para mais de 30 países. A capacidade total de peças para indústria eólica e cilindros deverá alcançar 50 mil toneladas por ano”, diz outro trecho.

Projeto
A iniciativa é resultado do projeto Gerdau 2022, lançado em 2015, e que visa aumentar a competitividade de todas as operações. Além da usina em Pinda, a empresa ainda possui unidades comerciais em Taubaté e São José dos Campos.

“Estamos trabalhando para transformar a Gerdau em uma empresa com melhor eficiência e rentabilidade, considerando os desafios atuais e futuros do mercado mundial do aço. Para isso, buscamos nos unir a parceiros com experiência reconhecida em seus segmentos de atuação, gerando novas oportunidades de negócios. Com a Sumitomo Corporation e a JSW, buscaremos o desenvolvimento de produtos de alta tecnologia para nossos clientes que, consequentemente, geram maiores margens de retorno”, afirma o diretor-presidente da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter.

Setor eólico no Brasil
Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica, a capacidade eólica instalada atual no Brasil responde por 6% (8 GW) da matriz de energia elétrica. Em 2024, deverá alcançar 11% de participação (24 GW), conforme o Plano Decenal de Expansão de Energia, do Ministério de Minas e Energia.

A geração de energia eólica é especialmente propícia nas regiões nordeste e sul, pelos ventos constantes e condições favoráveis à instalação dos equipamentos. A energia eólica também é uma forma de geração limpa e sustentável, evitando a emissão de CO2 na atmosfera.

Fonte:Meom
Foto: Facebook/Gerdau

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