saneamento basico

Energia eólica é perspectiva de investimentos

O vento Minuano sempre foi uma característica marcante do Rio Grande do Sul. O gaúcho se habituou a ele e com ele aprendeu a conviver. Pois, atualmente, o gaúcho se habituou a ver o vento também como fonte de renda e de desenvolvimento. Os projetos de geração de energia a partir dos ventos, estabelecidos no Rio Grande do Sul e habilitados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) a participarem do Leilão A-3 que acontece nesta sexta-feira, representam 2.155 MW, divididos em 98 projetos avaliados em R$ 8,5 bilhões. Mas não são somente bons ventos que garantem tantos projetos no Estado. A qualidade da infraestrutura (linhas de transmissão e subestações) e facilidades na construção (mão de obra qualificada e logística) transformaram o Pampa gaúcho em um canteiro de obras.

Segundo a ABEEólica, a capacidade eólica instalada no Rio Grande do Sul é de 528 MW, e, em instalação, mais 1.444 MW. São quase 1.000 aerogeradores transformando energia dos ventos em energia renovável e renda para proprietários de terras na Metade Sul do Estado. O Rio Grande do Sul já possui o maior complexo eólico da América Latina. Localizado nas cidades de Santa Vitória do Palmar e Chuí, o Campos Neutrais, da Eletrosul, reúne três parques: Geribatu, Chuí e Hermenegildo que, em conjunto, somam 583 MW, energia para 3,4 milhões habitantes. Em construção, o complexo tem números impressionantes: são quase 5.000 empregos diretos e indiretos e um investimento estimado de R$ 2,7 bilhões na instalação de 300 aerogeradores, segundo dados da própria Eletrosul.

Essa energia toda chega até nós por uma linha de transmissão de 500 km que está sendo construída entre Santa Vitória do Palmar e Nova Santa Rita. Assim, avançamos como referência na energia eólica no Brasil. O Rio Grande do Sul gera em seu território menos da metade da energia que consome. A natureza agradece e, em tempos de crise energética, famílias, setores agrícolas e a indústria também.

Fonte: Jornal do Comércio
Veja mais: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=163798

Últimas Notícias:

Copa do Mundo do Saneamento: se o critério de classificação do mundial fossem as condições sanitárias, o Brasil seria eliminado na segunda fase (16 avos de final). O Japão levantaria a taça

Levantamento da ABES- SP compara os índices de saneamento entre todos os países que participam do torneio. O especialista da ABES-SP, Álvaro Diogo Teixeira, ressalta que o estudo é importante, em tempos de celebração do esporte, para evidenciar que ainda há bilhões de pessoas no planeta sem acesso à água e ao saneamento.

Leia mais »
Governo de Minas Gerais levanta R$ 8,4 bi com privatização da Copasa (1)

Enquanto a Espanha passa anos debatendo sem chegar a uma decisão, a França dá um exemplo ao transformar estações de tratamento em uma reserva estratégica para fortalecer os reservatórios

A escassez hídrica exige soluções inovadoras e eficientes em todo o continente europeu. Diante da crise atual, o território francês adota medidas avançadas para reaproveitar recursos hídricos descartados, mitigando os impactos severos da falta de água e garantindo o abastecimento seguro da população.

Leia mais »