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Saneamento básico no Amazonas e saúde da população sob a ótica das internações hospitalares - Agenda 30

Agenda 30, um compromisso com o futuro

Agenda 30

Por Marcellus Campelo

O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) de 2023 foi lançado neste mês de setembro e mostra o tamanho do desafio a ser enfrentado pelos municípios brasileiros, para que possam atingir os objetivos da Agenda 2030.

A Agenda 30 reúne os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, e firmados em compromisso assumido pelos 193 países membros da entidade, dentre os quais o Brasil.

O nosso país, inclusive, é o único a monitorar e avaliar as suas cidades, anualmente, verificando o quanto estão preparadas para alcançar as metas estabelecidas. Essa avaliação é feita por meio do IDSC-BR, uma iniciativa do Instituto Cidades Sustentáveis, feita com base na análise de 100 indicadores socioeconômicos e ambientais, dentre os quais, questões como fome, saúde, educação, renda, saneamento básico, igualdade de raça e gênero, emissões de gases poluentes, desflorestamento, violência e infraestrutura urbana. O levantamento é usado para orientar as políticas públicas das prefeituras.

Importante ressaltar que não é apenas um ranking para medir quem está em melhor situação, mas uma espécie de alerta do que é preciso ser feito para tornar as cidades mais humanas, com menos desigualdades e mais preparadas para erradicar a pobreza e promover uma vida mais digna para a população, como propõem os ODS.

Faltando sete anos para 2030, gestores correm contra o tempo, muitas vezes para resolver problemas crônicos, que se formaram ao longo de anos de descaso. É uma batalha dura, porque as metas são realmente gigantes e desafiadoras, porém, necessárias.

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Projetos

Os ODS, na minha opinião, precisam estar internalizados em todas as esferas. São metas que devem ser levadas em conta em cada projeto e em cada ação desenvolvidos tanto na área pública como na iniciativa privada.

Na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) são adotados como uma importante bússula a indicar as melhores práticas, de modo que, no nosso ambiente de trabalho, possamos também contribuir para reduzir as lacunas que precisam ser preenchidas.

Os projetos e programas que desenvolvemos estão alinhados aos ODS e às práticas de ESG – sigla para abreviação, em inglês, de Ambiental, Social e Governança. Além disso, seguem os preceitos do Marco da Política Ambiental e Social (MPAS), lançado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), órgão financiador do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+). O MPAS é parte do compromisso do BID de ajudar a América Latina e o Caribe a alcançar o desenvolvimento sustentável. O documento estabelece padrões que devem ser seguidos pelos projetos, para proteger as pessoas e o meio ambiente.

Com toda essa retaguarda, o Prosamin+, por exemplo, é uma referência, hoje, em especial pelo trabalho realizado nos campos social e ambiental. No social, com o reassentamento das famílias que antes viviam em áreas de risco e todo o acompanhamento que é dado e que envolve, inclusive, a capacitação para o mercado de trabalho, para que possam prosperar economicamente.

Agenda 30

Na área ambiental, tem o trabalho educativo e de conscientização realizado na comunidade do perímetro de obras, orientando para o descarte correto dos resíduos e o uso sustentável dos recursos naturais. E tem, ainda, as ações de reflorestamento. No Prosamin+, essa ação alcança uma área de 110.521,40 m².

Além disso, o programa contribui, de forma significativa, para ampliar os serviços de saneamento básico, embora estejam estes dentro das competências municipais. Desde que o governador Wilson Lima assumiu a administração estadual, em 2019, até hoje, já foram investidos mais de R$ 500 milhões nessa área, por meio do Prosamin. As obras, em Manaus, abrangem macro e microdrenagem, construção de estações elevatórias e de tratamento de esgoto, reservatórios de água potável, além de redes de coleta de esgoto e de distribuição de água.

O Prosamin+ também mantém o foco em outros itens previstos nos ODS. Passou a abranger, por exemplo, regras direcionadas à proteção a pessoas com diferentes orientações sexuais e identidades de gênero e às que se encontram em posição vulnerável, como afrodescendentes e portadores de deficiência. Promove a igualdade de gêneros e o empoderamento feminino, feito a partir da capacitação para o mercado de trabalho e de reserva, para as mulheres, de 50% dos espaços construídos para comércio, no perímetro de obras do programa. Elas também participam de oficinas e palestras para prevenção a quaisquer tipos de violência e para orientação e acolhimento nos casos necessários. Têm prioridade na concessão da titularidade das habitações construídas.

Fonte: BNC.

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