saneamento basico

Monitoramento geotécnico em aterros sanitários no Brasil

ATERRO SANITÁRIO

No Brasil a tecnologia de disposição final de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) em aterros sanitários vem demonstrando ser a mais adequada à realidade da maioria dos municípios brasileiros. Com grande numero de implantações desses empreendimentos desde a década de 70 até os dias de hoje.

Até a década de 80 o monitoramento geotécnico em aterros sanitários era realizado através de técnicas tradicionais de mecânica dos solos, porém no inicio da década de 90 devido a ocorrência de grande ruptura de taludes em um dos mais importantes aterros sanitários do Brasil, começou-se à estudar os resíduos de forma particular, devido a suas características próprias, desde então técnicas vem sendo desenvolvidas para o monitoramento geotécnico dos maciços sanitário, com o intuito de prevenir a estes acontecimentos, evitando potenciais riscos ambientais e garantindo a segurança dos colaboradores do empreendimento e circunvizinhança (quando houver).

MONITORAMENTO GEOTÉCNICO EM ATERROS SANITÁRIOS NO BRASIL

1 – OBJETIVO: Monitorar as tendências do maciço sanitário, podendo prever seu comportamento, de modo a antecipar as tomadas de decisões e garantir a estabilidade do maciço, evitando potenciais riscos ambientais e garantir condições de segurança para os colaboradores e circunvizinhança.

2 – INSTRUMENTAÇÃO: A instrumentação é um fator imprescindível para o monitoramento , através desta são extraídos in-loco dados e parâmetros, utilizados nas análises geotécnicas. A seguir apresenta-se os instrumentos mínimos necessários para um devido monitoramento geotécnico em aterros sanitários.

Topografia: através de uma equipe topográfica equipada com uma estação total são realizados levantamentos planialtimétricos, do qual são extraídos as informações das característica geométricas do maciço sanitário, como cotas de nível, formato geométrico, inclinação dos talude e etc…
Marco Superficial: São elementos de concreto instalados na superfície da área do maciço sanitário, configurados em seções, que por meio de uma equipe topográfica realiza-se leituras periódicas de suas coordenadas (X, Y e Z), onde através destas são calculados as velocidades de deslocamentos dos marcos.

Piezômetro: São instrumentos de medição de poropressão instalados em pontos específicos do aterro, para que seja realizado as leituras de pressões geradas pelos de gases e lixiviado presentes no maciço.
Pluviômetro: instrumento instalado na área do aterro para leituras da precipitação no local.
Medidor de vazão de lixiviado: para este fim, é comum a instalação de calhas do tipo parshall, para medir a vazão de lixiviado gerado no aterro.

3 – VISITA TÉCNICA: a visita técnica deve ser realizada por um profissional especializado, nesta visita são observados os aspectos visuais, os quais não se pode obter através de instrumentos, com: erosão nos taludes, afloramentos de lixiviado, condições da cobertura dos resíduos, cobertura vegetal, sistema de drenagem superficial (canaletas, descidas d’agua, bacia de dissipação, etc…), lagoa de contenção de lixiviado, assim como a operação de disposição dos resíduos, compactação e cobertura diária dos resíduos.

4 – INTERPRETAÇÃO GEOTÉCNICA: Nesta etapa o Engenheiro Geotécnico realiza a interpretação dos dados, integrando as informações levantadas na visita técnica com as leituras dos instrumentos instalados no aterro. O Engenheiro Geotécnico realiza uma análise comparativas dos dados levantados de modo a identificar as tendencias de comportamento do maciço, e através da elaboração de modelagens numéricas explora os limites críticos de comportamento para o maciço, de modo a definir os níveis de alerta e recomendações de ações preventivas.

5 – RECOMENDAÇÕES: Através da análise de comportamento do macio sanitário, são recomendadas ações corretivas e/ou preventivas a serem executadas de modo a garantir segurança na operação do aterro e um bom funcionamento dos elementos de drenagens de água pluviais e efluentes (líquidos e gasosos).

André Rocha
Engenheiro Civil/Geotécnico
LinkedIn: https://br.linkedin.com/in/aaarocha

Últimas Notícias:
SP lança elaboração do Plano Estadual de Mineração 2050

SP lança elaboração do Plano Estadual de Mineração 2050

Consultores e professores da USP executarão o trabalho técnico por meio da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE). A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) deu início à elaboração do Plano Estadual de Mineração 2050 (PEM 2050), sendo assim, o instrumento estratégico que vai orientar o desenvolvimento da mineração paulista até 2050.

Leia mais »
PPP federal do Pisf prevê R$ 13,6 bilhões em 30 anos

PPP federal do Pisf prevê R$ 13,6 bilhões em 30 anos

 Estruturado para ser a primeira PPP (Parceria Público-Privada) de infraestrutura federal do país, o projeto para operação privada da Integração do Rio São Francisco, o Pisf, prevê que o futuro parceiro receba R$ 13,6 bilhões ao longo de uma concessão de 30 anos. O governo pagará as contraprestações mensalmente, totalizando cerca de R$ 400 milhões por ano do orçamento federal..

Leia mais »