saneamento basico
Indústria de cloro-álcalis

Indústria de cloro-álcalis prevê desempenho melhor em 2024

Indústria de cloro-álcalis

Por: Juliana Gontijo

A indústria de álcalis, cloro e derivados espera resultados melhores em 2024, segundo o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), Milton Rego.

Após cenário desafiador em 2023, investimentos em saneamento podem impulsionar o segmento 

“O ciclo de baixa está se reduzindo e os investimentos em saneamento devem aumentar o consumo de cloro e seus derivados, utilizado nos químicos para tratamento de água e esgoto e nas tubulações de transporte”, observa.

Para ele, deve permanecer a situação difícil do setor químico brasileiro, que é um consumidor importante dos produtos da indústria de cloro-álcalis, que são matérias-primas para diversas cadeias.

O dirigente explica que o setor químico brasileiro, assim como várias outras atividades no País, está sofrendo com a oferta de produtos importados. Ele conta que o segmento está operando com grande ociosidade devido à concorrência com produtos que chegam ao País com preços muito baixos, às vezes, menores que o custo de produção.

Indústria de cloro-álcalis

Ademais o setor de cloro-álcalis é a indústria base de diversos produtos essenciais para a economia. Além de estar diretamente ligada ao saneamento básico e à saúde pública. E a indústria química é uma grande consumidora de insumos produzidos pelo segmento.

De acordo com a entidade, que representa 98% das indústrias brasileiras do setor, Minas Gerais é responsável por 9% do consumo de soda cáustica e 5% para derivados de cloro no País.

Cloro e soda cáustica estão entre os dez principais produtos químicos produzidos em todo o mundo e são ingredientes principais na fabricação de produtos farmacêuticos, detergentes, desinfetantes, herbicidas, pesticidas e PVC.

Fábricas

O dirigente explica que o setor de cloro-álcalis ainda não possui fábricas em Minas Gerais. Cuja demanda é atendida por unidades dos estados de São Paulo ou Bahia.

Conforme divulgado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, o primeiro complexo cloroquímico situado fora do litoral brasileiro será implantado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A previsão inicial é de um investimento de R$ 260 milhões. As empresas Chlorum Solutions, Bauminas Química e Grupo Lima & Pergher estimam iniciar operações até 2025.

Apesar das dificuldades, o presidente da Abiclor observa que o País tem algumas oportunidades importantes no que se refere à economia verde. “Os produtos cloro-álcalis têm uma pegada de carbono muito baixa e poderemos ser um ator importante, na medida, que forem demandados produtos com menor impacto de carbonização”, destaca.

De acordo com a entidade, a cadeia de cloro-álcalis representa 1,1% do valor adicionado do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Portanto de 2017 a 2021, o setor recebeu R$ 3 bilhões de investimento privado das empresas produtoras e a expectativa é que o montante recebido de 2022 a 2025 seja da ordem de R$ 5 bilhões.

Ano foi considerado desafiador para a indústria de cloro-álcalis

Contudo o ano de 2023 foi avaliado pelo presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), Milton Rego, como desafiador para a atividade.

“O setor químico é cíclico no mundo inteiro e está experimentando um ciclo de baixa com preços mais comprimidos, o que afeta negativamente os resultados das empresas”, diz. A taxa de utilização da capacidade instalada do setor no período de janeiro a agosto de 2023 no Brasil foi de 71,8%.

Mas para ele, o fraco resultado do segmento reflete o desempenho do setor de construção civil. Que consome produtos que levam cloro na sua composição e que foi pressionado por juros elevados e poucos lançamentos.

Indústria Química

Além disso, ele explica que a indústria química, em geral, que é uma grande consumidora de insumos produzidos pelo setor de cloro-álcalis. Está sendo duramente afetada pelas importações de produtos.

Então no acumulado dos oito primeiros meses deste ano, a produção brasileira de cloro foi de 684,7 mil toneladas. Redução de 1,7% frente ao apurado no mesmo período de 2022.

Em suma nesse período, a soda cáustica, cuja produção é realizada em paralelo à do cloro, foi de 751,6 mil toneladas. Volume 1,6% menor que em igual intervalo do ano passado. O setor de cloro-álcalis produz também o ácido e o hipoclorito de sódio.

Fonte: DC.

Últimas Notícias:
Risco Ambiental Fármacos Esgoto

Avaliação de risco ambiental de fármacos e desreguladores endócrinos presentes no esgoto sanitário brasileiro

Este estudo investigou a ocorrência, remoção e impacto na biota aquática de 19 contaminantes de preocupação emergente (CEC) comumente reportados no esgoto brasileiro bruto e/ou tratado. Para 14 CEC (E1, E2, EE2, GEN, DCF, PCT, BPA, IBU, NPX, CAF, TMP, SMX, CIP, LEV), sua presença em esgoto tratado apresentou um alto risco ambiental em pelo menos 2 dos 6 cenários de diluição considerados.

Leia mais »
greenTalks Sustentabilidade de Embalagens

greenTalks entrevista Bruno Pereira, CEO da Ecopopuli, sobre sustentabilidade de embalagens

O segundo episódio da temporada 2024 do videocast greenTalks – uma iniciativa pioneira entre a green4T e NEO MONDO para discutir o papel fundamental da tecnologia na promoção de um futuro mais sustentável – tem como entrevistado especial Bruno Pereira, Especialista em Sustentabilidade Positiva, Líder do Comitê de Sustentabilidade da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) e CEO da Ecopopuli.

Leia mais »
Gestão Resíduos Sólidos Urbanos

Estudo aponta caminhos para a gestão de resíduos sólidos urbanos

Apenas a cidade de São Paulo produz cerca de 20 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) todos os dias, sendo 12 mil domiciliares e 8 mil da limpeza urbana, decorrentes de atividades de varrição, recolhimento de restos de feiras, podas e capinas. Considerando somente as 12 mil toneladas produzidas nas residências, isso dá uma média de aproximadamente 1 quilo de lixo por habitante ao dia.

Leia mais »