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Inovação e tecnologia vêm transformando o saneamento básico

Tecnologia e Inovação no Saneamento Básico

Coordenar estudos de tendências tecnológicas, definir a carteira de projetos de pesquisa da companhia e captar recursos financeiros junto às agências de fomento. Estes foram os objetivos estabelecidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em 2010, ao criar a superintendência de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PD&I). Quase 13 anos depois, a iniciativa fortaleceu a área, possibilitou a melhoria de processos operacionais e permitiu que a empresa ampliasse seu portfólio de tecnologias a serem oferecidas ao mercado.

Com essa estratégia, a companhia passa a liderar uma série de ações em inovação para a área de saneamento básico.

Um dos exemplos é a parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A Sabesp já lançou três chamadas com o objetivo de selecionar projetos no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (Pite) e uma chamada no âmbito do Programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe). Este último voltado a pesquisadores vinculados a empresas com até 250 empregados com unidade de P&D no Estado de São Paulo, que disponibiliza recursos que podem chegar a R$ 1 milhão.

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Ações complementares

A companhia desenvolve uma série de outras ações em busca da inovação, que está em sua cultura empresarial e em sua estrutura organizacional, estimulando a criação, adoção e difusão de soluções com foco na geração de valor. Entre elas, incluem-se os contratos de performance, que garantem maior agilidade na execução, permitem unir vários serviços em um mesmo contrato e estimulam o mercado a atuar com foco em resultado.

É pioneira ao estabelecer as renomadas Normas Técnicas Sabesp, estabelecendo um padrão de excelência que não apenas orienta as práticas internas da empresa, mas também serve como referência para todo o setor de saneamento no país. Além disso, essas normas têm desempenhado um papel fundamental ao impulsionar a inovação no mercado, incentivando a busca por soluções cada vez mais avançadas e eficientes.

E, além disso, implementou sistemas de monitoramento e controle via satélite, para levar eficiência e agilidade ao desafio de garantir a manutenção e controle de estruturas de saneamento. No âmbito da despoluição do Rio Pinheiros, houve a implantação de Sistema de Oxigenação, com tecnologia inédita na América Latina, que melhora significativamente a qualidade das águas do rio, além de eliminar o mau odor no entorno. Ainda em relação ao rio, no final de 2022, inaugurou as cinco Unidades Recuperadoras da Qualidade das Águas (URs), que integram o programa Novo Rio Pinheiros.

Tecnologia e energias renováveis

A companhia, que em 2023 completa 50 anos de existência, também implementa uma série de iniciativas que colocam a tecnologia a serviço do saneamento. Vem investindo em iniciativas de automação de estações de tratamento de água e esgoto e de desenvolvimento de equipamento para redução de perdas de água.

Também aposta em sistemas inteligentes de sensoriamento e gestão de redes de água e hidrômetros que utilizam Internet das Coisas (IoT), capazes de levar a telemedição para os 100 mil maiores consumidores da Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo, com condições de reduzir perdas, contribuir com o meio ambiente e melhorar o relacionamento com o cliente.

Outro foco está na criação de soluções em busca de diversificar fontes energéticas. Em Franca (SP), a empresa mantém um programa pioneiro de produção de biogás no processo de tratamento de esgoto. Em 2018, com a implementação do projeto, o biometano passou a ser utilizado para abastecer toda frota de veículos da companhia.

A Sabesp também vem investindo em usinas de geração fotovoltaica, começando pelo município de Orindiúva, onde desde 2021 opera uma unidade de geração de energia solar com capacidade de 1 megawatt (MW), com potencial de geração de 1,9 milhão de quilowatt-hora (kWh) ao ano, suficiente para abastecer 44% da população da cidade.

O Programa de Geração de Energia Fotovoltaica por Geração Distribuída da companhia conta com financiamento do BID Invest, na ordem de R$ 250 milhões, com o objetivo de implementar 33 usinas fotovoltaicas em áreas da companhia próximas das instalações operacionais, principalmente no interior.

Fonte: Valor.

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