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BNDES vai financiar R$ 34 milhões para projeto de gestão de resíduos em Paulista

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 34 milhões para implantação de um sistema de gestão de resíduos sólidos em Paulista, município localizado no Norte da Região Metropolitana do Recife (RMR). Os recursos serão empregados numa Parceria Público Privada (PPP) via concessão para a empresa I9 Paulista Gestão de Resíduo, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) formada pelo Consócio Locar Saneamento Ambiental Ltda. e pela Empresa Pernambucana de Engenharia e Construções Ltda. (Empesa). O investimento total do projeto será de R$ 48,6 milhões.
“É um negócio novo que surgiu com o impacto da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrou em vigor em 2010. No País, ainda há um grande espaço para que essa política seja totalmente implementada”, diz o gerente da área de Meio Ambiente do BNDES, Guilherme Martins.
Grande parte do total a ser investido será empregado em três iniciativas. A primeira é uma unidade de tratamento mecânico de resíduo, que fará a triagem entre o resíduo (que é lixo) e o reciclável. “A instalação desse equipamento representa 45% do total do investimento”, diz Guilherme.
A segunda é a instalação de uma estação de transbordo, que vai possibilitar que o resíduo seja transportado em caminhões maiores, fazendo menos viagens. E, por último, a remediação do antigo lixão da Mirueira, que consiste no tratamento adequado do antigo chorume, a queima do metano – gerado pelo lixo –, que é 20 vezes mais poluente do que o gás carbônico, e a implantação de uma estação de tratamento de efluente.
“A unidade de tratamento mecânico de resíduo vai possibilitar que 30% do resíduo seja reciclado”, explica o vice-prefeito de Paulista, Jorge Carreiro (PCdoB). Segundo ele, o projeto de gestão dos resíduos começou em 2013 e a PPP ocorrerá por um prazo de 30 anos.
O financiamento liberado pelo BNDES corresponde a quase 70% do total a ser investido pelo projeto. “Os desembolsos ocorrerão mediante uma prestação de contas. A previsão é de que aconteça em 18 meses”, conta Guilherme. O prazo total do empréstimo será de 11 anos, incluindo dois anos de carência. Ainda de acordo com o BNDES, a implantação do sistema vai gerar 420 empregos durante a implantação do projeto e 490 novos postos de trabalho depois da conclusão das principais iniciativas.
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