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Desembolsos do BNDES caem 24% no primeiro trimestre

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira, em comunicado, que realizou desembolsos de R$ 33 bilhões no primeiro trimestre de 2015 — um recuo de 24% em comparação com igual período em 2014. O banco de fomento informou ainda queda de 47%, no mesmo período de comparação, nas consultas para financiamento, que atingiram R$ 25 bilhões nos primeiros três meses de 2015. As consultas são o primeiro passo para pedido de empréstimos junto ao banco, e “termômetro” do interesse do empresariado para novos investimentos.

Ainda segundo o banco, do total liberado entre janeiro e março deste ano, o setor de infraestrutura absorveu R$ 11,7 bilhões (35% de participação) — 25% a menos que em igual período anterior. A indústria recebeu R$ 10,4 bilhões (31% de participação e retração de 17%), comércio e serviços teve R$ 7,6 bilhões (fatia de 23% e recuo de 34%) e agropecuária ficou com R$ 3,5 bilhões (11% do total e 13% de queda sobre 2014).

Em seu informe, o BNDES detalhou ainda que houve retração de 46% nas aprovações de empréstimo no primeiro trimestre ante igual período em 2014 — que somaram R$ 21 bilhões nos primeiros três meses desse ano.

No caso das aprovações, a maior participação foi a da indústria (40% do total aprovado), com R$ 8,4 bilhões. Ao setor de infraestrutura, o BNDES aprovou R$ 5,8 bilhões (28% do total), seguida por comércio e serviços, com R$ 4,3 bilhões (participação de 20,6%) e agropecuária, com R$ 2,3 bilhões (11%).

Para o banco, o desempenho ficou dentro das expectativas projetadas pela instituição de fomento. No comunicado, o BNDES informou que os resultados refletem, em parte, os ajustes de sua nova política operacional.

A instituição lembrou que vem reduzindo níveis de participação máxima em Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em seus financiamentos para, assim, abrir mais espaço para a presença do mercado de capitais no financiamento de longo prazo. O último ajuste neste sentido foi feito em dezembro de 2014, observou o banco.

Outro aspecto que contribuiu para o resultado, segundo o banco, foi a revisão das condições do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), que financia bens de capital com taxa fixa. Embora permaneçam “bastante competitivas”, na análise do banco o aumento das taxas, bem como a diminuição do nível máximo de participação do BNDES nos financiamentos, afetaram o desempenho do programa — conforme esperado pela agência de fomento.

Em seu comunicado, o banco destacou ainda que as liberações para inovação cresceram 9% no primeiro trimestre ante igual trimestre em 2014, atingindo R$ 1 bilhão. Já os desembolsos para as micro, pequenas e médias empresas responderam por 31% (ou R$ 10,2 bilhões) do total dos desembolsos do BNDES nos três primeiros meses de 2015, impulsionadas pelo Cartão BNDES. Essa modalidade, voltada para pequenos empreendedores, teve alta de 16% nas liberações no período, para R$ 2,8 bilhões.

 

Fonte: Valor Econômico

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