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Dilma quer empresas chinesas investindo em infraestrutura

A presidenta Dilma Rousseff espera a chegada do primeiro ministro chinês, Li Keqiang, na próxima semana com um ambicioso plano: discutir uma nova fase de investimentos do país asiático em Infraestrutura e iniciar a possibilidade de um tratado de livre comércio.

O programa de negociações foi anunciado pela presidenta em entrevista ao jornal “China Business News”. Na entrevista, Dilma salienta o interesse do Brasil no desenvolvimento de ferrovias, Rodovias, portos e aeroportos.
“Vamos discutir investimentos em Infraestrutura, nosso acordo na área de Infraestrutura. Espero que haja um maior entendimento do fluxos de comércio entre Brasil e China”, disse a presidenta.
“A questão do livre comércio entre Brasil e China é muito importante e tem que estar na agenda. Temos um acordo com os países do Mercosul, em que precisamos tratar certos assuntos dentro do bloco, o que não é um obstáculo. Até acredito que é uma oportunidade”, acrescentou a presidenta, referindo-se às normas do acordo comercial que impedem a negociação sem o consenso dos outros membros do bloco econômico:Argentina,Paraguai,Uruguaie Vene-zuela.
Mas,a possibilidadede abrir caminhos alternativos que permitam negociar com outros países ou blocos, sem o consentimento de todos os membros, já conta com um princípio de consenso no Mercosul, segundo disse, na terça-feira, o chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa. A ideia é impulsionada pelo Uruguai, além do Brasil e do Paraguai.
O primeiro ministro chinês, LiKeqiang, chegará a Brasília na próxima terça-feira, 19,onde terá reuniões no Palácio do Planalto e na Embaixada da China. O encontro será mais um capítulo na relação já intensa com o Brasil.
Além de ter ostatus de sócioes-tratégico, desde 2009 a China é o principal aliado comercial e uma das maiores fontes de investimentos externos do Brasil.O intercâmbio comercial entre os dois países integrantes dos Brics saltou de US$ 3,2 milhões a US$ 83,3 milhões entre 2001 e 2013. O saldo da balança comercial de 2014 do Brasil gerou um superávit de US$ 8,7 milhões.
Fonte: Cenário MT
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