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Equatorial Venda Eólicos Echoenergia

Equatorial põe à venda CSA e parques eólicos da Echoenergia, dizem fontes

Equatorial Venda Eólicos Echoenergia

Por Robson Rodrigues, Fernanda Guimarães e Taís Hirata

A Equatorial Energia colocou à venda a Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA), apurou o Valor.

A operação, que está sendo conduzida pelo banco Bradesco BBI, faz parte de um movimento mais amplo de reestruturação do portfólio da companhia, que nos últimos anos diversificou suas áreas de atuação para além da distribuição de energia elétrica, de acordo com fontes que falaram na condição de anonimato.

Além da CSA, o grupo também colocou à venda dois complexos eólicos da Echoenergia, empresa de geração renovável adquirida pela Equatorial em 2021.

Os empreendimentos à venda são os parques Ventos de São Clemente, em Pernambuco, e Ventos de Tianguá, no Ceará – ambos considerados entre os mais relevantes ativos da Echoenergia. No entanto, segundo fontes próximas, depois de a empresa ter vendido ativos e transmissão, o negócio perdeu tração e a companhia poderá, com isso, aguardar uma melhora do mercado de energia renovável.

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No caso da venda da empresa de saneamento, o olhar está pelo investimento feito em 2024 na Sabesp , momento em que se tornou acionista de referência, adquirindo 15% das ações da companhia no processo de privatização conduzido pelo governo de São Paulo. Além do desembolso, a empresa assumiu obrigações de investimentos importantes, como a universalização do saneamento até 2029.

Equatorial Venda Eólicos Echoenergia

A entrada na estatal paulista de saneamento representou uma guinada no posicionamento da empresa no setor. O presidente da , Augusto Miranda, já declarou que pretende transformar a na plataforma nacional de saneamento do grupo.

A concessão do Amapá foi o primeiro passo da no setor de saneamento. A empresa, que tem 80% do negócio, em parceria com o grupo Aterpa, com 20%, conquistou o contrato em um leilão em setembro de 2021, com uma oferta à época considerada agressiva e muito acima dos demais concorrentes.

Na disputa, o consórcio ofereceu desconto de 20% nas tarifas dos usuários, mais o pagamento de uma outorga de R$ 930 milhões aos municípios, além de outros R$ 880 milhões em investimentos adicionais. Ou seja, além de concordar com uma menor receita, a empresa ofereceu um total de R$ 1,8 bilhão, fora os R$ 3 bilhões de investimentos inicialmente previstos para a universalização.

Concessão

Em 2024, a operação, que foi firmada em 2022, encerrou com prejuízo de R$ 201,9 milhões e uma receita operacional líquida de R$ 217,7 milhões. No primeiro trimestre deste ano, também houve prejuízo de R$ 58,9 milhões, com um faturamento de R$ 59,5 milhões.

Essa mudança de foco torna a CSA – uma concessão menor e isolada no Amapá – menos estratégica. A avaliação interna é de que a operação cumpriu seu papel como “laboratório” de aprendizado no setor.

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Além desse olhar, o racional também tem por trás a necessidade de se reduzir o elevado endividamento do grupo, em que a janela para captação via ofertas de ações segue bastante restritiva. Nos últimos anos, a elevou substancialmente seu nível de endividamento para financiar aquisições como as distribuidoras estaduais de energia, a própria Echoenergia e, mais recentemente, a fatia na Sabesp.

Dívida

No primeiro trimestre de 2025, a dívida líquida apurada para fins de covenants atingiu R$ 44,1 bilhões, com alavancagem de 3,2 vezes. A empresa tem traçado um plano de desalavancagem, que inclui venda de ativos maduros e aumento de capital. Em julho de 2024, a já havia vendido uma subsidiária de transmissão por R$ 1,2 bilhão. E no início de maio deste ano, anunciou a venda de toda a sua unidade de transmissão para a Verene Energia. Controlada pela canadense CDPQ, em um negócio estimado em R$ 9,4 bilhões.

A decisão de vender os parques eólicos, no entanto, ocorre em um contexto menos favorável. O mercado avalia que 2025 será um ano mais difícil para a venda de ativos de energia renovável. Em razão do aumento do chamado “curtailment” – cortes na geração impostos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Essa prática tem impactado o valor de mercado de empresas do setor e dificultado a captação de recursos, elevando a percepção de risco.

Procurada, a Equatorial disse que está sempre atenta às oportunidades em suas áreas de atuação, mas não comenta sobre possibilidades específicas de negócios ou aquisições. Já o Bradesco disse que não comenta o assunto.

Fonte: Valor.

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