saneamento basico
Sabesp vai investir R$ 9,7 bilhões para lidar com perdas e roubos de água

Sabesp avalia expandir atuação e disputar concessões em outros estados

Sabesp Expandir Atuação Concessões

Primeiramente a Sabesp, que passou por um processo de desestatização no ano passado, estuda expandir sua atuação para além do estado de São Paulo.

Em entrevista ao EXAME INFRA, Roberval Tavares de Souza, diretor de engenharia e inovação da companhia, afirmou que a empresa avalia oportunidades de concessões em outros estados.

“A Sabesp está se posicionando como um novo player privado e pode atuar em outros estados, existe um dispositivo de estudar qualquer concessão que esteja disponível no mercado. O estado de São Paulo é mais competitivo pela capilaridade e atendimento, mas estamos olhando o Brasil inteiro”, disse o executivo no videocast realizado pela EXAME com a empresa Suporte.

Contudo a companhia de saneamento básico foi privatizada em julho de 2024, com uma captação de aproximadamente R$ 15 bilhões. Que definiu a Equatorial como investidor estratégico. O plano inclui garantir a universalização de água, coleta e tratamento de esgoto até 2029 com um investimento total de R$ 68 bilhões.

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Portanto desde outubro, a Sabesp declarou que segue o plano de universalização do saneamento básico em São Paulo e mantém o cronograma previsto para atender toda a população do estado em até quatro anos.

“O desafio é grande, mas temos tudo planejado em termos de concepção. A meta de 2025 já está sendo implementada, 80% da meta de 2026 já está em andamento e estamos projetando os anos de 2027 a 2029. Não tenho dúvidas de que vamos atingir a meta traçada. Esse é um compromisso assinado por todos nós”, afirma.

Mas em dezembro, a Sabesp anunciou R$ 15 bilhões em obras e serviços em 2025. Mas os contratos foram fechados em 90 dias e, segundo o executivo da companhia, – que tem 29 anos de experiência no setor de saneamento, maior parte dela adquirida na administração estatal –, os mesmos acordos poderiam ser garantidos em um prazo de cerca de nove meses no modelo anterior.

Sabesp Expandir Atuação Concessões

Portanto atualmente, há obras em todos os 375 municípios atendidos pela companhia, totalizando mais de 400 frentes de trabalho.

Entre as principais obras em execução, estão a ampliação das estações de tratamento de esgoto de Barueri, Parque Novo Mundo, São Miguel e ABC Paulista, na região metropolitana de São Paulo, além da construção de três novas unidades em Guarulhos.

A capacidade de tratamento de esgoto na Grande São Paulo deve aumentar de 25 mil litros por segundo para 42 mil litros por segundo até 2029.

Em suma a conexão dessas redes é parte do compromisso da Sabesp para melhorar a qualidade ambiental da região e, em especial, do rio Tietê. A expectativa é que, até 2029, a mancha de poluição do rio seja ainda reduzida. Melhorando as condições ambientais e permitindo a recuperação da fauna e flora.

“O rio Tietê já apresenta uma melhora significativa. Antes, a mancha de poluição era de 600 quilômetros; hoje, caiu para 200 quilômetros. Em 2029, teremos um rio muito melhor, com condições ambientais de fauna e flora”, diz Souza.

Segurança hídrica na agenda

Em conclusão a Sabesp também investe em obras como a reversão do rio Itapanhaú, na região de Mogi das Cruzes. Parte do fluxo do rio, que antes descia para o mar, será redirecionado para abastecer o Sistema Alto Tietê. A obra está prevista para ser entregue em junho deste ano.

Segundo o diretor, a segurança hídrica é uma preocupação da companhia, que vem estudando tecnologias alternativas para garantir o abastecimento de água.

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Portanto no litoral, foi iniciada uma licitação para um projeto de dessalinização em Ilhabela, mas a empresa afirma que, por enquanto. Não há necessidade de expandir essa solução para outros municípios litorâneos, devido ao alto custo da tecnologia e da viabilidade de outras soluções.

“Teremos muitas obras. Já iniciamos o diálogo com órgãos, concessionárias e empresas que precisam autorizar. As obras vão levar a algum tipo de transtorno, mas não se faz obra sem fazer algum tipo de intervenção urbana, esse é um dos grandes desafios. Estamos levando benefícios para a população, saúde, qualidade de vida, o imóvel da pessoa será valorizado, os indicadores locais de saúde vão melhorar”, afirma.

Fonte: Exame.

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