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Aumentam negócios com conceito de lixo zero

Devagarinho, o estilo de vida do consumidor vai mudando o jeito de fazer negócios: já imaginou não produzir nada de lixo? Tá aí o movimento lixo zero.

De acordo com consultor do Instituto Lixo Zero Brasil, as empresas estão saindo do conceito de economia linear – que extrai, produz, consome e joga fora, para o conceito de economia circular, onde o jogar fora vira um retorno do que sobra das matérias-primas e do resíduo.

Por exemplo, você compra um shampoo e joga fora a nota fiscal, a sacola, a caixa e quando termina, a embalagem também vai pro lixo. Agora, com um outro produto, a nota fiscal vai por e-mail, ele vem embrulhado em tecido reaproveitável e o shampoo vem em barra, sem embalagem.

O shampoo sem lixo é fabricado pela Zezé Freitas, dona de uma empresa de cosméticos naturais. Hoje, um terço do que produz é totalmente ecológico.

“A gente recebe muitos telefonemas, muitos e-mails de pessoas interessadas em estar distribuindo, divulgando e revendendo produtos assim zero sintético, vegano, lixo zero”, diz a empresária Zezé Freitas.

Embalagens

A Zezé fornece para 70 lojistas. Os produtos, claro, são entregues de modo sustentável – de bike.

Um dos clientes da empresa da Zezé é uma loja em São Paulo. Abriu as portas no fim do ano passado, já na onda do desperdício zero.

Você pode procurar, não vai achar uma cesta de lixo. Não tem sacola plástica, as embalagens são retornáveis e as etiquetas são pedaços de papelão escritos com caneta recarregável. Até a máquina de cartão tá sem bobina. Este é um negócio sem resíduos.

“A gente vai completar cinco meses de loja e já estamos assim: a gente teve que contratar pessoas pra estarem aqui, fazer parte de vendas, pra cuidar dos mais de 80 fornecedores que a gente tem hoje”, conta a empresária Livia Humaire.

Os produtos custam um pouco mais que os tradicionais: o desodorante no pote de vidro sai por R$ 24; o shampoo em barra, R$ 40; e o canudo de inox é vendido por R$ 18.

“Você compra um que é mais caro e vai durar por muito mais tempo. Então, no fim, acaba saindo mais barato”, afirma a cliente Taís Abreu.

A Lívia não revela faturamento. Atende 100 clientes por dia, a maioria mulheres jovens.

O consultor Fran Biazini, do Instituto Lixo Zero Brasil, diz que é um caminho sem volta.

“As empresas estão saindo do conceito de economia linear, que é aquela que extrai, produz, consome e joga fora, pro conceito de economia circular, onde o jogar fora vira um retorno do que sobra nas matérias-primas e do resíduo, como matéria-prima em outro ciclo ou no mesmo ciclo de produção.”

Fonte: G1

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