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Pernambuco terá usinas de biogás

Grupo investe R$ 24 milhões em projeto de biogás, em Igarassu, que vão transformar lixo em energia elétrica para abastecer empresas em Pernambuco

Ainda engatinhando no país como uma fonte renovável de produção de energia elétrica, o biogás, originado dos resíduos sólidos armazenados nos aterros sanitários, promete transformar o lixo em riqueza em Pernambuco. Após a multinacional italiana Asja anunciar a chegada no estado, é a vez da ENC Nordeste, uma joint venture formada da união entre a ENC Energy Brasil e o fundo de investimentos Nordeste III, apresentar um projeto de instalação de quatro usinas. A planta será em Igarassu, com investimento de R$ 24 milhões, e tem previsão de entrar em funcionamento entre janeiro e fevereiro de 2019.
As obras já estão em andamento desde junho deste ano e cada usina terá capacidade de gerar 1 megawatt. A matéria-prima virá no aterro privado de Igarassu, o Ecopart, que opera desde 2008 e tem vida útil estimada até 2036. Atualmente, tem uma produção diária de 1,5 mil tonelada de lixo. O grupo também vai implementar uma planta em São Luís, capital maranhense.
O grupo optou por atuar com contratos diretos com os clientes. Segundo José Luiz Pano, sócio da Vinci Partners, plataforma de investimentos que gere o fundo Nordeste III, já estão com negócios fechados com supermercados, distribuidoras de alimentos, shopping centers, concessionárias de veículos, empresas ligadas à área da saúde, entre outras.

“Injetamos a energia que geramos na rede da Celpe. Ela repassa os créditos da geração e ofertamos com descontos ao mercado. São contratos com preços mais vantajosos e que permite que o consumidor tenha sua energia própria. Conseguimos descontos de 10% a 20% nas tarifas com contrato de três a dez anos”, explica Henrique Fernandes, executivo de novos negócios da ENC Energy, que tem o know how operacional e tem sob responsabilidade usinas em Juiz de Fora (MG), Curitiba, além de Tremembé e Guatapará, ambos em São Paulo.

Geração de energia

Segundo o grupo, cerca de dez clientes estão com contrato assinado, representando mais da metade dos quatro MegaWatts gerados pelas usinas projetadas em Igarassu. Outras três empresas de maior porte negociam com a ENC Nordeste. Se o negócio for fechado, a demanda garante 100% da produção inicial prevista pela planta.

O grupo planeja que o retorno financeiro desse investimento em Pernambuco, a depender de alguns fatores, seja alcançado em cinco a sete anos e não descarta novos aportes para futuros empreendimentos em Pernambuco. “O Nordeste tem um potencial interessante, sobretudo nas capitais, onde já há, em sua maioria, uma infraestrutura que possa explorar os resíduos sólidos. No interior, não encontramos essa estrutura correta”, conta Alexandre Alvim, diretor da GEF Capital Partners. “Esse mercado tem muito a crescer ainda. No mundo, a tecnologia do biogás já é utilizada há uns 40 anos. No Brasil, há 15 anos se começou a tratar disso”, acrescenta.

Fonte: Diário de Pernambuco

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