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Ponto Vivo criado para coibir descarte inadequado de resíduos é tomado pelo lixo em avenida de Maceió/AL

Projeto implantado em 16 pontos da capital promove orientação aos moradores e ações ambientais, mas população desrespeita proibição e segue jogando lixo nestes locais.

A placa informa que neste ponto é proibido jogar lixo. Mas a realidade é bem diferente. Há pneus, galhos de árvores, móveis velhos e até um vaso sanitário. A Avenida Paulo Falcão, no bairro da Jatiúca, em Maceió, é um dos Pontos Vivos implantados pela prefeitura. O projeto que busca recuperar e isolar áreas onde a população utilizava para descartar resíduos.

O morador Luíz Antonio Moreira diz que todos os dias carroceiros colocam lixo no local. “A prefeitura veio, fez trabalho na escola, aqui na região. Mas sempre colocam lixo. Aí uma vez por semana a prefeitura passa com a máquina e limpa aqui”, afirma.

Moreira disse ainda que as pessoas que desrespeitam a placa e o meio ambiente não são da região. “Normalmente são carroceiros, mas há também pessoas que vêm em carros que jogam lixo e saem. Já questionei uma pessoa que fazia isso, mas ela respondeu que a rua era pública e que poderia fazer o que bem entender”, lamenta.

Lixo e entulho

A reportagem do G1 esteve no local e constatou que o lixo toma conta de meia pista, obrigando os motoristas a trafegarem pela contramão.

“É complicado porque o lixo fica na esquina, aí o carro que vem na outra rua e vai entrar não tem a visão. O risco de acidente é grande”, disse o taxista Almir Silva.

De acordo com a Superintendência de Limpeza Urbana (Slum), há vários pontos crônicos de lixo e entulho em ruas da capital. Com o objetivo de manter os canteiros limpos e muito mais verdes, a prefeitura criou pontos vivos. Entretanto, mesmo com a implantação e orientação para os moradores da região, as pessoas continuam fazendo o descarte irregular.

Pontos vivos

Em Maceió há 16 Pontos Vivos, distribuídos em vários bairros e quem desrespeita a orientação e joga lixo no local está sujeito a multa. A Slum afirma que segue implementando o projeto e acredita em resultados mais efetivos a longo prazo.

A Slum ressalta ainda o trabalho de educação ambiental que é realizado com carroceiros e população do entorno. O órgão estuda a criação de mais ecopontos em áreas estratégicas da cidade.

Fonte: G1

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