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UNIFAL Resíduos Sólidos

Pesquisa desenvolvida na UNIFAL aponta os principais desafios na gestão pública de resíduos sólidos em Minas Gerais

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Uma pesquisa que investigou a gestão pública de resíduos sólidos em Minas Gerais apontou os principais desafios no gerenciamento do lixo sólido no estado, revelando os impactos da falta de recursos técnicos e financeiros para os municípios pequenos.

Desenvolvido por discentes e docentes da UNIFAL-MG, o estudo é fruto do Trabalho de Conclusão e Curso (TCC) em Ciências Econômicas.

Pois os resultados ganharam repercussão na Revista de Comunicação Dialógica (RCD) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Mas intitulado “Análise sobre a gestão pública dos resíduos sólidos em Minas Gerais”. O artigo é assinado pela autora do trabalho em colaboração com os professores Fernando Batista Pereira e Everton Rodrigues da Silva, do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), e com a acadêmica Ana Paula Silva dos Santos, mestra em Economia pela UNIFAL-MG.

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que os municípios pequenos encontram mais dificuldades no gerenciamento dos resíduos sólidos, em grande parte, por falta de recursos técnicos e financeiros. “Os consórcios municipais podem diminuir essas dificuldades, tendo em vista que favorecem a busca por recursos, a contratação e a operação dos serviços relacionados ao gerenciamento dos resíduos”, comenta Caroline Gregório.

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Então a pesquisa também apontou a ausência de recursos financeiros e técnicos como um dos fatores que prejudicam o encerramento dos lixões. Além disso, o estudo constatou pouca adesão dos municípios mineiros na implantação da coleta seletiva devido a fatores como falta de planejamento, capacidade técnica, mobilização e adesão da população e engajamento das próprias prefeituras.

“Foi observado também uma pequena quantidade de cidades mineiras que possuem o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGRS), e o principal motivo é que para a elaboração do plano, é necessário pessoas com conhecimento técnico. Outro fator importante é o baixo conhecimento das equipes de servidores das prefeituras sobre os seus territórios”, relata a acadêmica.

Em suma Caroline Gregório também menciona que a educação ambiental foi um aspecto essencial apontado pelos entrevistados. “Em muitos municípios fica limitado apenas ao ambiente escolar”, revela.

Estudo

Contudo para a coleta de informações do estudo, foram feitas revisões bibliográficas e entrevistas semiestruturadas. Com membros da Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Sul de Minas (SUPRAM); da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) e com uma pesquisadora acadêmica formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Conforme informado pela acadêmica, as quatro primeiras seções do artigo foram desenvolvidas com base em análise documental e bibliográfica. A quinta seção foi feita por meio da análise das entrevistas realizadas de forma online. Com perguntas elaboradas a partir do Panorama de Resíduos Sólidos Urbano, produzido pela Secretaria de Estado e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD). “As conversas foram gravadas com a permissão dos interlocutores e transcritas”, explicou.

Para os pesquisadores, ao demonstrarem os principais desafios para a gestão dos resíduos sólidos em Minas Gerais, os resultados do estudo contribuem para a mudança de cenário do gerenciamento do lixo no estado. “Esses resultados podem colaborar para a tomada de decisões pelos gestores públicos que envolvam mobilização, recursos e conscientização da população”, afirma Caroline Gregório.

Fonte: JPM.

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