saneamento basico

Volume de entulho descartado de forma regular aumentará 8 vezes

Monitoramento começa a funcionar na primeira quinzena de setembro

A partir do monitoramento das caçambas de resíduos, que deve entrar em vigor na primeira quinzena de setembro, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), a quantidade de entulho a ser destinado regularmente em Campo Grande deverá ser oito vezes maior. Atualmente, 5,6 mil toneladas de resíduos são coletadas e encaminhadas para as empresas de reciclagem. Com o novo sistema, esse total deve subir para 45,3 mil toneladas.

Os dados são da Semadur, que na semana passada anunciou a implantação do software que transformará o Certificado de Resíduos de Transporte (CTR) de papel em eletrônico.

A implantação do sistema está sendo feita graças a um termo de cooperação assinado entre a prefeitura e as empresas Progemix Resilux Reciclagem do Brasil, Campo Grande Engenharia Ambiental e Ambiental Solutions EPP, que arcarão com os custos do serviço. À prefeitura caberá apenas a fiscalização.

A implantação do sistema está sendo feita graças a um termo de cooperação assinado entre a prefeitura e as empresas Progemix Resilux Reciclagem do Brasil, Campo Grande Engenharia Ambiental e Ambiental Solutions EPP, que arcarão com os custos do serviço. À prefeitura caberá apenas a fiscalização.

“A ideia apresentada pela empresa de software, conforme os estudos, é dobrar o número de materiais recebidos. Vão tirar muita gente da clandestinidade e, se hoje recebemos uma média de 5 mil m³ por mês, o mínimo é passar a receber 10 mil m³”, relata Rodolpho Azi, sócio-proprietário da Ambiental Solutions EPP, uma das incentivadoras da implantação do Software na Capital.

O empresário conta que o mesmo sistema foi implantado em São Paulo (SP) e mudou drasticamente a realidade das empresas que trabalhavam neste setor. “Eram descartados 1 milhão por mês no lugar certo e passou para 7 milhões de toneladas. O mais importante é a população tomar consciência da sua contribuição para o meio ambiente. O responsável pelo resíduo é o gerador”.

A empresa Progemix Resilux Reciclagem do Brasil é outra que espera aumentar a quantidade de material reciclado. Atualmente, a empresa recebe 100 caçambas por dia, porém, espera receber até 300.

“Levando em consideração a experiência que a empresa responsável pelo software tem conseguido nas outras cidades, deve aumentar em três vezes a quantidade de entulho recebido pela nossa empresa, isso evitando que esse lixo seja enterrado, por exemplo”, pontua o engenheiro civil Anagildes Caetano de Oliveira.

A empresa Campo Grande Engenharia Ambiental não retornou as ligações do Correio do Estado.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, Luís Eduardo Costa, afirma que esta parceria será uma solução definitiva para o problema. “Vai virar um programa, algo como Cidade Mais Limpa. O sistema é fantástico e onde ele foi implantado fez a diferença com casos emblemáticos”.

O sistema

Assim como nas outras cidades, o software permitirá uma fiscalização on-line, com dados de georreferência. “Teremos 20 fiscais na rua, junto com a Agetran [Agência Municipal de Transporte e Trânsito], que estarão com smartphone para ter acesso ao sistema e operacionalizar em tempo real a situação das caçambas e basculantes”, afirma o secretário.

Com uma central de controle, será possível saber onde estão cada uma das caçambas regulamentadas. Para isso, o cidadão ou empresa que gerar o resíduo terá de entrar no site e se cadastrar para solicitar a caçamba ou o basculante. O portal terá o registro de todas as empresas autorizadas a realizar o serviço regularmente na Capital.

“É muito importante ressaltar que o gerador é responsável pelo seu resíduo. Esse é o ponto mais importante, do qual todo mundo tenta se esquivar. Todos têm que saber se essa sujeira vai ser transportada, depositada e tratada da forma correta”, explica o secretário.

A caçamba ficará sob responsabilidade do gerador até a entrega nas empresas que fazem a destinação final do material coletado. Enquanto ela ficar nas ruas, os fiscais vão poder tirar foto e mandar para a central, para verificar se o equipamento está correto. Se sim, ficará verde na tela; se não, receberá multa e ficará vermelho. Os profissionais estão em fase de treinamento e um marco regulatório deve ser feito.

“Isso também vai ajudar muito na nossa fiscalização de basculantes. Hoje, não sei para onde esses caminhões estão indo. Vamos saber a rota deles. O site também permitirá o acesso a informações e teremos aplicativo para denúncias de irregularidades e crimes ambientais. A gestão que não tinha, vamos ter. Com dados, inteligência, informação e educação da população. Punir apenas não resolve. Precisamos entender que a primeira coisa é mostrar o dano”, concluiu o titular de Meio Ambiente.

Fonte: Correio do estado

Últimas Notícias:
Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

O acesso ao saneamento básico adequado pode impactar diretamente a renda, a saúde e a qualidade de vida da população. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil. Moradores de regiões com acesso à água tratada e coleta de esgoto podem alcançar renda até duas vezes maior do que aqueles que vivem em áreas sem infraestrutura sanitária.

Leia mais »
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »