A infraestrutura não pode depender do calendário eleitoral
A cada eleição, o Brasil volta a discutir quais são as pautas prioritárias da nação: políticas públicas, programas sociais e propostas de governo.
A cada eleição, o Brasil volta a discutir quais são as pautas prioritárias da nação: políticas públicas, programas sociais e propostas de governo.
Garantir o acesso pleno aos serviços de saneamento básico é um pilar para a promoção da saúde, do desenvolvimento econômico e da preservação ambiental na Amazônia. A expansão dessa infraestrutura gera impactos positivos duradouros que transformam a vida da população.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) prepara projeto para selecionar gestores de fundos privados de infraestrutura que invistam em participação societária em projetos no Brasil.
Ter acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário vai muito além da saúde: significa mais oportunidades, qualidade de vida e crescimento econômico. Um levantamento do IBGE de 2024 revela que trabalhadores que vivem em áreas com saneamento básico completo recebem, em média, quase 50% a mais do que aqueles que ainda não têm acesso aos serviços. O dado reforça como o saneamento impacta diretamente o desenvolvimento das famílias e das cidades.
Faltando sete anos para o prazo de universalização do saneamento básico previsto no Novo Marco Legal do Saneamento, o Brasil ainda convive com desafios no acesso aos serviços. Dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria), obtidos com exclusividade pelo R7. Mostram que 16% da população brasileira não têm acesso à água potável e 43% vivem sem coleta de esgoto.
Com a aproximação do prazo para a avaliação das metas do Marco Legal do Saneamento, o Ministério das Cidades intensifica os investimentos voltados à ampliação do acesso à água potável no Brasil.
O saneamento básico está diretamente ligado à qualidade de vida e à eficiência econômica de uma região. Segundo Diego Borges, profissional da área, quando esse conjunto de serviços é estruturado de forma consistente, cria-se uma base sólida para o crescimento sustentável. Entretanto, em contrapartida, a ausência de infraestrutura sanitária gera perdas invisíveis que comprometem produtividade, saúde e competitividade. Com isso em mente, acompanhe a leitura e entenda como essa dinâmica influencia decisões estratégicas e resultados de longo prazo.
Funcionando sob paredes e calçadas, o saneamento básico pode ser um mecanismo invisível para a maioria da população, mas interfere em praticamente todos os aspectos da vida social. Melhorias ou pioras no setor podem significar também ganhos ou perdas na educação, no mercado de trabalho e, sobretudo, na saúde. Não só isso.
Entenda como o saneamento básico fortalece a economia, reduz custos estruturais e impulsiona o desenvolvimento sustentável das regiões.
A 14ª edição do Barômetro da Infraestrutura mostra que o saneamento básico voltou à liderança nas intenções de investimento, com 49,2%. O percentual superou as pretensões de aportes para rodovias…