Sabesp pede consumo consciente de água
Discussões sobre a transferência de parte da água do rio Paraíba para atender à população abastecida pelo Sistema Cantareira tem dominado os noticiários da última semana.
Discussões sobre a transferência de parte da água do rio Paraíba para atender à população abastecida pelo Sistema Cantareira tem dominado os noticiários da última semana.
O secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Indio da Costa, disse que não há como o estado aceitar a construção de um canal de ligação entre os reservatórios de Jaguari e de Atibainha com o objetivo de transpor água do Rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira, conforme pedido do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sem que o estado analise o projeto.
O índice que mede o volume de água armazenado no sistema Cantareira registrou novo recorde negativo de capacidade nesta terça-feira, 25. O nível dos reservatórios recuou 0,2 ponto porcentual, para 14,3%, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico no Estado de São Paulo (Sabesp). Há um ano, as reservas do Cantareira contavam com 60,4% da sua capacidade total.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse hoje (19) que a Agência Nacional de Águas (ANA) está estudando a possibilidade de captar água do Rio Paraíba do Sul para abastecer o Sistema Cantareira. O nível do manancial chegou à menor marca de sua história, 14,9% da capacidade total.
O volume de água armazenado nos reservatórios do Sistema Cantareira registrou mais uma queda nesta terça-feira, 18, de 0,1 ponto porcentual, passando para 14,9% da sua capacidade total, novo recorde negativo. De acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), há um ano o índice era de 59,4%.
Considerado um plano B pelo governo estadual para tentar evitar um racionamento, a utilização do chamado "volume morto" do Cantareira –água armazenada nas profundezas das represas– poderá abastecer 8,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo por quatro meses.
O nível de água nos reservatórios que constituem o Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de quase 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, continua caindo. Nesta segunda-feira, 17, o volume armazenado recuou para 15,0%, novo recorde de baixa. No domingo, a reserva era de 15,2%. Já há um ano, a marca era de 58,9%, de acordo com dados de monitoramento feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
O desperdício de água tratada em São Paulo chegou a 32% em fevereiro, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). No entanto, em 2012, o governo japonês investiu US$ 440 milhões na empresa paulista para que realizasse projetos de redução de perda de água em vazamentos e ligações clandestinas.
Depois de ter subido 0,3 ponto percentual nos dois últimos dias, o nível do Sistema Cantareira voltou a cair nesta segunda-feira, passando de 16,1% da capacidade de operação para 16%. A partir de hoje, o bombeamento desse maior centro de captação, armazenamento e tratamento de água da região metropolitana de São Paulo terá um corte passando de 31 mil metros cúbicos por segundo para 27,9 mil litros por segundo.
O consórcio que representa municípios e usuários de água das 73 cidades da região de Campinas, onde estão os rios e represas que foram o Sistema Cantareira - maior fonte de abastecimento da Grande São Paulo -, divulgou uma nota de esclarecimento nesta segunda-feira, 10, acusando o governo do Estado e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) de transmitirem "a falsa impressão" de que o problema da falta de água está controlado.