saneamento basico
logo-aegea-aterpa

Aegea e Aterpa interessadas em PPPs do saneamento básico no Ceará

Imagem Ilustrativa

Dois grandes players estão interessados nas parcerias público-privadas (PPPs) do saneamento básico no Ceará. São elas: Aegea e Aterpa. O filé é licitação dos serviços de esgotamento sanitário em 24 municípios operados pela companhia no Estado.

O filé é a licitação dos serviços de esgotamento sanitário em 24 municípios operados pela Cagece no Estado

No rol, as Regiões Metropolitanas de Fortaleza (RMF) e o do Cariri. O volume de recursos é considerável para universalizar o saneamento no Ceará: R$ 6,2 bilhões por parte do Governo do Estado e da Cagece, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

BNDES

Primeiro a Aegea. Após assinar contrato de concessão dos serviços de esgotamento sanitário da zona urbana do Crato em maio de 2022, a empresa deve investir R$ 250 milhões, sendo apenas R$ 100 milhões no primeiro ano. A administração ficará com a Ambiental Crato, subsidiária da Aegea. O contrato prevê o controle das operações por 35 anos.

A construtora mineira Aterpa, por sua vez, quer também despontar nesse lucrativo mercado. Com operações no Amapá (por meio da SAM Ambiental), em parceria com a Equatorial Energia, o player não deverá entrar sozinho na empreitada. Provavelmente irá buscar apoio com quem tem know-how e é forte no segmento.

Marquise Infraestrutura de olho

A cearense Marquise Ambiental também entrou na briga para a PPP do saneamento. Em julho, assinou parceria com a GS Inima Brasil para formar um consórcio voltado ao certame.

Sem dúvidas, a concorrência será acirrada.

Os olhares estarão voltados exclusivamente para o leilão que ocorre no dia 27 de setembro, na B3, em São Paulo.

 O edital

De acordo com o documento publicado em julho pela Cagece, os municípios atendidos com a PPP foram divididos em dois blocos: o primeiro engloba as cidades da RMC e da chamada RMF Sul: Juazeiro do Norte, Barbalha, Farias Brito, Missão Velha, Nova Olinda, Santana do Cariri, Pacajus, Pacatuba, Aquiraz, Cascavel, Chorozinho, Eusébio, Guaiuba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú e Maranguape. Esses blocos possuem cerca de 30% de cobertura dos serviços de esgotamento sanitário.

lucro-cagece

Já o segundo bloco reúne os municípios da RMF Norte: Fortaleza, Caucaia, Paracuru, Paraipaba, São Gonçalo do Amarante, São Luís do Curu e Trairi. Representa 60% da população dos municípios operados pela companhia. Esse conjunto de municípios possui atualmente cerca de 64% de cobertura dos serviços de esgotamento sanitário.

Fonte: Focus.

Últimas Notícias:
Luta contra desperdício de água inclui ‘robô de Marte’ e cães farejadores

Luta contra desperdício de água inclui ‘robô de Marte’ e cães farejadores

A cada três litros de água tratada que saem de uma estação de saneamento no Brasil, um desaparece antes de chegar à torneira de alguém. Além disso, o indice médio de perdas em 2024 (39,5% segundo estudo do Instituto Trata Brasil e da consultoria Ex Ante). É o dobro do considerado aceitável e bem acima da média de 15% dos países desenvolvidos e poderia ser suficiente para resolver boa parte do déficit que ainda deixa 33 milhões de brasileiros sem acesso à água potável.

Leia mais »
Chega de tanta água jogada fora

Chega de tanta água jogada fora

Você já imaginou uma indústria perder 40% do que produz? Ficar apenas com os 60% restantes? Se uma padaria jogasse fora quatro em cada dez pães que assa, antes mesmo de abrir, todo mundo acharia um absurdo. No saneamento brasileiro, é exatamente o que acontece com a água tratada. O país perdeu quase 40% da água produzida em 2024 antes de chegar à torneira da população.

Leia mais »