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União já destinou mais de R$ 3,8 milhões para enfrentamento da estiagem no RS

Imagem Ilustrativa

Mais de 80% dos municípios gaúchos já decretaram situação de emergência por conta da estiagem que afeta o Rio Grande do Sul. O período de seca, embora tenha sido mais forte a partir de novembro do ano passado, é ainda mais prolongado: desde outubro de 2020, o Estado sofre com a falta de chuva. A situação ficou ainda mais alarmante entre dezembro e janeiro, quando não choveu em nenhuma cidade gaúcha, de acordo com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), ligada ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Para tentar aliviar os prejuízos dos trabalhadores do campo, a União liberou, até agora, mais de R$ 48 milhões para o enfrentamento da estiagem. O Rio Grande do Sul, o mais atingido até agora pela seca, receberá mais R$ 18 milhões para ações emergenciais de socorro e assistência. Na Região Central, são 21 municípios beneficiados com recursos. O total de dinheiro liberado pela União é de R$3.833.586,65. Santa Maria não faz parte da lista.

Alguns municípios da Região Central ainda aguardam o dinheiro, mas a maioria das cidades já está com o recurso em caixa

Santiago é a cidade com mais valores recebidos: são R$ 558 mil. O recurso já está na conta do município. Agora, a prefeitura trabalha, junto ao setor de licitações, na execução para compra de cestas básicas. Com o valor, o município estima a aquisição de mais de 3 mil cestas básicas, que serão distribuídas prioritariamente para famílias da área rural. A partir desta segunda-feira, equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Defesa Civil vão percorrer 22 localidades do Interior para avaliar a situação das famílias e planejar a distribuição das cestas. Parte do dinheiro também foi destinado para a compra de combustível usado nos caminhões de distribuição de água. Até agora, o município já destinou mais de 1 milhão de litros. Também serão comprados quatro reservatórios móveis de água. O dinheiro foi liberado pelo Ministério de Desenvolvimento Regional.

ana

Em Júlio de Castilhos, o primeiro município do Estado a decretar situação de emergência em função da estiagem, as perdas na soja, com maior área de cultivo, chegam a mais de 70%. No gado leiteiro, o segundo maior gerador de riquezas do município, são cerca de 65% de vacas que tiveram a produção afetada pela falta de água. Na cidade, 80% da população depende da produção agrícola para sobreviver.

– A maioria da nossa população depende do campo. Mesmo que as perdas sejam no meio rural, afeta também a área urbana, com o comércio e serviços – observa a secretária de Agricultura, Ana Paula Alf Ferreira.

Reservatório de Água

A União destinou R$ 165 mil para auxílio. O recurso será utilizado para a compra de cestas básicas, óleo diesel e reservatório móvel de água, com capacidade de 4,5 mil litros.


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Para Tupanciretã foram destinados mais de R$ 354 mil, que foram usados na compra de cestas básicas, pagamento de hora-máquina, combustível, água potável e balões pipa. Na última semana, choveu cerca de 10 milímetros no município, o que não é suficiente para amenizar os impactos da estiagem.

– Os prejuízos já estão instalados, não melhora nada. Essas chuvas isoladas servem para minimizar prejuízos no futuro apenas – garante o prefeito Gustavo Terra.

No município, de acordo com o prefeito, as perdas na soja chegam a 80%. Os agricultores estão colhendo cinco sacas do grão de baixa qualidade por hectare. Além disso, as perdas no milho, tambo e silagem são de 100%. A prefeitura também precisou construir 320 açudes e bebedouros e fazer a entrega de água potável para 20 famílias duas vezes por semana.

Em Faxinal do Soturno, o valor deve chegar nos próximos dias. A previsão é que até o início desta semana os mais de R$ 201 mil possam ser acessados. A Secretaria de Administração estuda como e onde o dinheiro será gasto.

Fonte: Diário SM.

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