saneamento basico
Campinas Perdas de Água

Prefeitura de Maringá diz que vai assumir serviço de água e esgoto no lugar da Sanepar em 30 dias

Imagem Ilustrativa

A Prefeitura de Maringá, no norte do Paraná, publicou uma nota na tarde da quarta-feira (16) informando que irá assumir o serviço de água e esgoto da cidade no lugar da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

Conforme o município, a troca de gestão e administração do serviço público deve acontecer dentro de 30 dias.

Em fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou um recurso da Sanepar em uma ação que pede que o contrato de concessão dos serviços de água e esgoto seja considerado nulo.

A ação teve início em 2009, por iniciativa do Ministério Público. O processo questiona a validade de um aditivo que prorrogou a concessão da Sanepar até 2040. O documento foi assinado em 1996 entre a prefeitura e a Sanepar.

De acordo com a prefeitura, a Sanepar deverá enviar documentos para o município que comprovem o valor indenizatório que a cidade deverá arcar.

Após essa fase, a prefeitura deve retomar totalmente os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto sanitário.

A Sanepar informou que fará o uso dos recursos legais, recorrendo dentro dos prazos processuais.


LEIA TAMBÉM: Leilões do saneamento chegam aos pequenos municípios de São Paulo


Processo

O município entrou como polo ativo na ação ainda em 2009, e incluiu a tese de que o contrato não poderia ter sido prorrogado sem a abertura de licitação.

Essa alegação foi julgada procedente pela Justiça local, pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O processo transitou em julgado no STJ em 19 de novembro de 2021 e foi remetido ao STF no dia 14 de dezembro do ano passado, após a Sanepar apresentar novo recurso.

LINHA DO TEMPO:

  • 1980 – Prefeitura de Maringá concede serviços de água e esgoto à Sanepar
  • 1996 – Aditivo acrescenta 30 anos ao contrato
  • 2009 – Ministério Público entra com ação pedindo nulidade do aditivo
  • 2010 – Aditivo é considerado nulo pela Justiça de Maringá
  • 2013 – TJ também considera o aditivo nulo
  • 2018 – STJ nega recurso da Sanepar
  • 2021 – Caso segue para o STF
  • 2022 – STF nega recurso à Sanepar.

Fonte: G1.

Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »