saneamento basico

Utilização de água de reúso como reposição de perda de água em torres de resfriamento

Resumo

O reuso de água é uma necessidade global em virtude do crescimento da demanda tanto populacional quanto econômica. A falta de preocupação com as fontes naturais de água, alterações climáticas, além de hábitos de consumo acabam causando a diminuição da água potável. Organizações mundiais mostram esta situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em relatório aponta que quase 663 milhões de pessoas no mundo vivem atualmente sem acesso a água potável e a Organização das Nações Unidas (ONU), cita que até 2050 seis bilhões de pessoas ficarão sem água para consumo. Esta situação levou vários países a criar processos alternativos de reaproveitamento de água objetivando a economia de água potável com a finalidade exclusiva para as necessidades humanas. O objetivo deste trabalho foi fazer um estudo mostrando a reutilização de água captadas de águas pluviais, sistemas de climatização e de pias e chuveiros de um edifício empresarial redirecionadas para uma estação de tratamento de água de reuso (ETAR), para posteriormente serem reutilizadas como reposição da perda de água em quatro torres de resfriamento. É apresentada a estrutura das torres de resfriamento e os processos da ETAR. Foi demonstrado, através de planilhas, os dados experimentais coletados de captação de água de reuso, obtidos em diversas áreas do edifício estudado, de janeiro a dezembro de 2021. O estudo teórico foi complementado com o desenvolvimento de cálculos matemáticos e concluiu que houve a captação deáguadereusode10.828m³/ano e uma perda de água pelas torres de 17.280 m³/ano.

Autores: Guilherme Ianusckiewicz Marques; Irio Nizzoli Filho e Aldo Ramos Santos.

LEIA O ARTIGO NA ÍNTEGRA

Últimas Notícias:
El Niño Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

El Niño: Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

Cerca de R$ 300 milhões teriam sido gastos pelo governo federal em dragagens emergenciais nas hidrovias da Amazônia nos últimos três anos. O problema, segundo armadores e operadores logísticos da região. É que boa parte dessas intervenções chegou tarde demais, quando a seca já havia produzido seus efeitos mais severos e os rios começavam a recuperar seus níveis. Agora, em ano de super El Niño, o setor teme a repetição desse roteiro.

Leia mais »
O Mar Não é Estação de Tratamento O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Mar Não é Estação de Tratamento: O Futuro das Nossas Águas no Conama

O Brasil está diante de uma decisão ambiental de enorme relevância, embora ainda pouco percebida pela sociedade: a revisão da Resolução Conama nº 430/2011, norma que estabelece as condições e padrões para o lançamento de efluentes em corpos hídricos. O que pode parecer um debate técnico restrito a especialistas, na verdade, impacta diretamente a qualidade de nossos rios, estuários, baías, manguezais, zonas costeiras e oceanos. Em outras palavras, afeta a saúde ecológica do país e, por consequência, a da população.

Leia mais »
Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Investimentos em saneamento na Baixada Santista crescem cinco vezes e alcançam R$ 980 por pessoa ao ano

Os investimentos em saneamento básico na Baixada Santista serão cinco vezes maior após a desestatização da Sabesp promovida pelo Governo de São Paulo. Serão R$ 8,1 bilhões em investimentos de 2026 até 2029 (média de R$ 2 bilhões por ano) para resolver desafios estruturais no abastecimento de água e esgoto. Além disso, R$ 2,43 bilhões já foram aplicados entre 2024 e 2025. Antes da desestatização, a média anual de investimentos foi de R$ 400 milhões por ano entre 2017 e 2024.

Leia mais »