saneamento basico

Análise do desempenho de um sistema eletroquímico no tratamento de esgoto doméstico

Resumo

Para prevenir a degradação da qualidade de corpos hídricos, o lançamento de esgotos domésticos tem padrões limitados por legislação vigente, ficando condicionado a realização de um tratamento prévio. Dentre as alternativas de tratamento, a eletrocoagulação-flotação, processo eletroquímico que combina os mecanismos de oxidação, coagulação, floculação e flotação, têm se demonstrado capaz de promover um tratamento adequado para águas residuárias, além de apresentar aspectos positivos nas perspectivas operacional, econômica e sustentável. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho de um sistema de tratamento de esgoto doméstico composto por um reator de eletrocoagulação-flotação. O estudo foi realizado em um reator cilíndrico, com 1 L de capacidade, equipado com um par eletrodos de alumínio, conectados a uma fonte de alimentação de corrente contínua. As condições experimentais de distância entre os eletrodos, corrente elétrica, tempo de eletrólise e agitação foram de 1 cm, 1,5 A, 20 min e 262,5 rpm, respectivamente. O desempenho do sistema foi verificado através da análise de parâmetros físico-químicos do esgoto antes e após o tratamento. Com base nos resultados obtidos, foi possível concluir que o sistema de eletrocoagulação-flotação apresentou um desempenho satisfatório no tratamento de esgoto doméstico, sendo verificadas eficiências de remoção médias de 78,9% de demanda química de oxigênio, 97,3% de cor aparente e 90,1% de turbidez. A qualidade do esgoto, verificada após o tratamento no sistema, esteve em conformidade com a legislação vigente de despejo em corpos hídricos receptores, com exceção do pH, que se manteve na faixa de 9,1, indicando a necessidade de uma etapa adicional de correção de pH ao tratamento.

Autores: Gustavo Holz Bracher , Andressa Gabriela Glusczak , Émilie Scheunemann Lovato , Rafaela De Maman , Elvis Carissimi.

Artigo Completo

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »