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Mais eficiência no acompanhamento dos resultados de volume produzido utilizando meta sazonalizada

Resumo

O acompanhamento dos Volumes Disponibilizados de água tratada para um município ou para um setor de abastecimento é uma prática muito importante, porém, a avaliação de seus resultados se torna imprecisa quando deixa de considerar o padrão de consumo mensal específico para aquele sistema.

Quando se trabalha com metas mensais fixas de volumes disponibilizados, não se percebe as oportunidades de melhorias e maximização dos resultados que estão ali, nas pontas de nossos dedos. Este trabalho pretende mostrar um conceito bastante simples, mas muito eficiente e prático para fazer o monitoramento e gestão de um sistema de abastecimento de água.

O exemplo a ser demonstrado neste trabalho é de um município com subáreas caracteristicamente residenciais, industriais e mistas, atendidas por cerca de 30.000 ligações, 39.000 economias e uma população de 129.760 (2018 – estimativa IBGE).

Introdução

A gestão em Perdas está normalmente calcada sobre o gerenciamento dos resultados de certos parâmetros, isto é, a gestão se faz observando o resultado de ações passadas e normalmente com razoável defasagem no tempo. Outras vezes, quando se busca promover ação preventiva de combate às perdas, se faz uma espécie de aposta, ainda que com algum critério, e se espera o resultado para avaliar a eficiência da ação.

Como na questão de controle de perdas dificilmente é possível observar os resultados de forma imediata, estes podem revelar frustrações e as ações implementadas serão de difícil reversão, o que se pode entender como prejuízos pela aplicação de recursos, normalmente escassos. Ainda que fosse possível admitir a existência de excedente de recursos financeiros, humanos, etc., nunca será possível recuperar o tempo empenhado. Certas formas de gestão são tão empíricas que poderiam ser confundidas com exercícios de futurologia ou de loteria.

Por isso, se a gestão das perdas puder se basear em medições mais diretas e mais imediatas possível, tanto mais eficiente e assertiva ela se mostrará.

Normalmente, a gestão elege algum parâmetro ou parâmetros para avaliar a eficiência das ações e estabelece um prazo para medição e verificação do atingimento de uma determinada meta, normalmente anual.

Isso feito, o acompanhamento é normalmente avaliado em períodos menores, semestral, bimestral ou mensal, tomando-se como resultado esperado a própria meta proposta. Graficamente essa situação está representada na Figura 01.

Desta forma, não é levada em conta a característica própria daquele sistema que sofre influências sazonais e os resultados divergem daquela meta fixa, causando insegurança e incertezas sobre o real controle, ou não, daquele sistema.

Como, na prática, não ocorrem resultados exatamente iguais às metas esperadas, à medida que esses se consolidam, mesmo que haja alternância de resultados parciais acima e abaixo da meta, vai se tornando cada vez mais difícil garantir que a meta final será atingida.

A proposta a ser apresentada, além de procurar trazer agilidade à obtenção e avaliação dos resultados parciais, evidenciará o resultado a ser alcançado caso se mantenha a performance já efetivada, bem como promoverá o ajuste nas metas parciais a serem alcançadas, caso se deseje realmente atingir a meta final.

Autores: Mario Benetati Filho; Antônio Carlos Gonçalves; Hélio Belchior Barbosa; Marcelo Tadeu Muniz Pereira e Nathali Leite Proença.

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