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Energia solar: paradigmas e geração de resíduos

 

Resumo

Nos dias atuais, a busca por fontes de energias renováveis tem crescido de forma exponencial. A acelerada escassez de recursos, o aumento da poluição e a demasiada emissão de gases do efeito estufa contribuem diretamente no aceleramento do aquecimento global, fazendo com que esses meios sejam necessários para garantir a sobrevivência da humanidade. Quando o assunto são as fontes de energias renováveis, a primeira ideia é pensar em uma energia 100% limpa, que não agride o meio ambiente e renova naturalmente os seus recursos. No Brasil, a geração hidráulica compõe mais de 60% de toda geração de energia elétrica do país, entretanto a energia solar tem apresentado notoriedade nesse cenário, principalmente, devido aos incentivos do governo federal. A energia fotovoltaica é vista como uma promessa em termos de energias renováveis, pois a sua geração depende apenas da incidência de raios solares e da placa fotovoltaica. Porém, analisando todo o ciclo de geração, desde o processo de manufatura das placas até o final de sua vida útil, concluímos que não é um processo limpo, pois a placa solar dispõe de uma vida útil limitada, gerando um acúmulo significativo de lixo, impactando diretamente na vida humana e ambiental no futuro, contradizendo a ideia de energia100% limpa. Por não ser um problema a curto prazo, é necessária a criação de regras e métodos para evitar ou minimizar os impactos. Através de uma pesquisa bibliográfica, constatou-se que as regulamentações e leis nacionais são ainda recentes, o que dificultou o levantamento de dados. Devido as leis e normas que não orientam quanto ao descarte do lixo eletrônico e não propõem padrões a serem estabelecidos, esse artigo contribui apresentando uma forma de descarte dessas placas fotovoltaicas, propondo a utilização de logística reserva para que o descarte de resíduos utilizados na geração de energia solar não tragam malefícios ao meio ambiente.

Autores: Emerson Carlos Guimarães; Thales Divino Vilela da Silva Lemes; William Henrique Andrade Costa e Alan Kardec Candido dos Reis.

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