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Escassez hídrica pressiona empresas e acelera busca por abastecimento próprio

Escassez hídrica pressiona empresas e acelera busca por abastecimento próprio | Engeper Ambiental

Crise no fornecimento de água e infraestrutura limitada levam setor produtivo a investir em soluções independentes

O abastecimento de água no Brasil enfrenta desafios crescentes. Secas prolongadas, mananciais sobrecarregados e infraestrutura insuficiente tornam a gestão hídrica cada vez mais crítica, especialmente em regiões industriais como a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, em São Paulo.

Para mitigar esses riscos, o governo paulista abriu consulta pública para concessão de projetos de drenagem e segurança hídrica, dentro de um pacote de 25 bilhões de reais voltado à resiliência hídrica e ao enfrentamento de eventos extremos. O plano inclui a ampliação do Sistema Adutor Regional PCJ e a operação das barragens de Pedreira e Duas Pontes, com objetivo de reforçar a capacidade de resposta à crescente demanda por água.

Apesar dessas iniciativas, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, ANA, alerta que a situação permanece crítica. Segundo o órgão, 33 milhões de brasileiros vivem em regiões com infraestrutura hídrica insuficiente e mais de 70 por cento dos municípios dependem de mananciais vulneráveis a secas prolongadas.

O relatório de 2025 da ANA estima a necessidade de investimentos superiores a 110 bilhões de reais até 2035 para reduzir riscos críticos de abastecimento. O dado evidencia a lentidão dos investimentos públicos diante do aumento da demanda e da intensificação das mudanças climáticas.

Nesse cenário, muitas empresas de setores estratégicos passaram a buscar soluções próprias de abastecimento, como forma de garantir continuidade operacional e reduzir riscos. A diretora de novos negócios e sustentabilidade da Engeper Ambiental e Perfurações, Lorena Zapata, afirma que a escassez dos sistemas públicos e a pressão sobre os mananciais transformam a infraestrutura hídrica própria em elemento estratégico de competitividade.

Segundo ela, o investimento em sistemas independentes permite que as empresas mantenham suas operações, minimizem riscos de desabastecimento e fortaleçam sua posição em um mercado cada vez mais exigente.

A adoção de poços profundos, telemetria e sistemas integrados de tratamento possibilita operação contínua mesmo em regiões com infraestrutura pública limitada. Com mais de 45 anos de atuação, a Engeper Ambiental e Perfurações desenvolve projetos de captação de água e perfuração de poços profundos, incluindo o recorde da América Latina com 1.650 metros de profundidade. A empresa aplica ainda tecnologias de monitoramento remoto, manutenção preventiva e soluções de tratamento e reuso.

Para 2026, a tendência é de aceleração na adoção de infraestrutura hídrica própria pelo setor produtivo. De acordo com Lorena Zapata, a integração entre captação, monitoramento e tratamento reduz de forma significativa os riscos de desabastecimento e garante maior segurança operacional. Ela ressalta que essa estratégia fortalece a competitividade das organizações ao antecipar impactos capazes de comprometer a produção e o desempenho no mercado.

Fonte: Engeper Ambiental


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