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Estações integradas de compostagem e plantio urbano sustentável

Resumo

Atualmente o envio de resíduos sólidos urbanos coletados pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana para aterro sanitário da cidade de Porto Alegre representam uma massa aproximada de 42 mil ton/mês, que custa em torno de 4 milhões com transporte e disposição final. A parcela correspondente aos resíduos domiciliares é em torno de 50% e destes, aproximadamente 60% é a fração de resíduo orgânico. Esta fração está normalmente misturada com o rejeito (não orgânico, não reciclável), porque não há coleta segregada de resíduo orgânico em praticamente todo Brasil. Além disso, são poucas as iniciativas que motivam a reciclagem deste resíduo, dando-lhe o valor real que este possui, pois é um resíduo passível de reaproveitamente por meio da compostagem. Desta forma, oferecer opções de tratamento e transformação da fração orgânica em composto orgânico, se configura como uma saída sócio ambiental coerente com o desenvolvimento sustentável preconizado pela ONU, cujo objetivo é o Desenvolvimento Sustentável. Assim, as Estações Integradas de Compostagem e Plantio Urbano Sustentável tem como objetivos: 1) Redução do custo do descarte de resíduos orgânicos compostáveis em aterro sanitário; 2) Uso de espaços ociosos, evitando o acúmulo de resíduos e entulhos; 3) Instalação de composteira para o tratamento dos resíduos orgânicos compostáveis produzidos pelos participantes do projeto; 4) Contribuir para o desenvolvimento sócio ambiental do entorno; e 5) Iniciar e/ou consolidar o processo de desenvolvimento sustentável no entorno da comunidade. O projeto implantado em julho de 2016 vem claramente contribuindo positivamente para a melhora na qualidade de vida no município, devido a mobilização e envolvimento dos colaboradores das instituições participantes e dos moradores das comunidades e a boa aceitação do uso de composteiras pela comunidade. Gradativamente vem aumentando a demanda de instituições interessadas. Foram instaladas Estações Integradas em 22 instituições, distribuídas em 12 bairros da cidade. Pode-se concluir que ações coletivas são a base para o sucesso do projeto, com o uso de terrenos ociosos, permitindo uma melhoria nos níveis de inclusão e participação social. Este projeto proporciona aos participantes que cuidam do espaço a produção de alimentos mais saudáveis e a reciclagem dos resíduos orgânicos descartados de forma correta por meio da instalação das composteiras.

Introdução

Dados nacionais comprovam que a grande porção dos resíduos gerados nos municípios brasileiros, no dia a dia da população, são os resíduos sólidos domiciliares. Desses, em torno de 50% é resíduo orgânico compostável, constituído basicamente por restos de alimentos e resíduos verdes (gramas, restos de jardinagem), pois em geral o resíduo domiciliar não deve ter restos de podas, ou quais devem ser encaminhados para a coleta especial.

A implementação de ações que venham buscar o reaproveitamento da parcela orgânica compostável dos resíduos domiciliares, além de reduzir a quantidade e custos de destinação final em aterro sanitário, atenderá a política nacional de resíduos sólidos a qual determina que sejam encaminhados para o aterro apenas os rejeitos (não reaproveitáveis ou não recicláveis).

A geração de chorume e de gás produzidos no aterro sanitário, possuem custos de tratamento e possibilidade de emissões de gases efeito estufa, visto que há o risco de vazamento nos aterros sanitários, tanto de efluente líquido como gasoso, principalmente naqueles que não há reaproveitamento energético.

Alternativas que visem a segregação na origem e reaproveitamento da parcela orgânica, por meio da implementação da compostagem em pequena escala, contribuirá para diminuição da geração de chorume e gases no aterro sanitário, além de possibilitar o retorno dos nutrientes ao solo, para sustentar plantios urbanos, que podem ser tanto hortas, quanto herbários e ou ornamentais.

Autores: Patricia Antunes Russo; Mariza Fernanda Power Reis; Davi Augusto Dourado Moraes e Gustavo de Souza Fontana.

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