saneamento basico
Governança Águas Subterrâneas MT

Governança das águas subterrâneas no Estado do Mato Grosso

Governança Águas Subterrâneas MT

Os estados brasileiros possuem o domínio das águas subterrâneas, sendo os principais responsáveis pela sua gestão.

Embora o Mato Grosso possua uma Política Estadual de Recursos Hídricos e normas específicas para a gestão dos aquíferos, pesquisadores e órgãos de controle ainda não realizaram estudos suficientes para avaliar se, ou como, esse dever vem sendo cumprido.

Portanto o artigo visa avaliar a governança das águas subterrâneas no Mato Grosso. Para isso, além da análise documental da legislação, da literatura científica e de documentos governamentais, utiliza-se a metodologia desenvolvida no âmbito do conjunto de indicadores do Sistema de Avaliação de Governança das Águas Subterrâneas (SAGAS).

LEIA TAMBÉM: Água oxigenada é base de nova tecnologia da USP para purificar água

O arcabouço institucional e normativo para promover a governança das águas subterrâneas é conformado pela Constituição Estadual, pela Lei nº 11.088/2020 e pela Lei nº 9.612/2011.

Governança Águas Subterrâneas MT

Portanto apesar dessa estrutura normativa e institucional, o Estado apresenta dificuldades em materializar as obrigações e instituições contidas em suas legislações, pois possui fragilidades importantes nas quatro dimensões: técnica (informações sobre os aquíferos), operacional-legal (instrumentos de gestão de recursos hídricos), institucional-legal (instituições dedicadas às águas) e coordenação política intersetorial (conexão com instrumentos de outras políticas, a saber, ambiente, saneamento e agrícola).

Contudo a pontuação 91 de 169 reflete essas limitações, que ameaçam a segurança e resiliência hídrica regional. Mas a prioridade é consolidar as bases da Política Nacional de Recursos Hídricos, principalmente o estabelecimento de todos os Comitês de Bacia Hidrográfica e elaboração dos respectivos planos de bacia, bem como instituir a cobrança pelo uso dos recursos hídricos e promover estudos para melhorar o conhecimento sobre os aquíferos.

Autores: Pilar Carolina Villar; Ethiane Agnoletto e Amintas Nazareth Rossete.

LEIA NA ÍNTEGRA

Últimas Notícias:

Se você confunde drenagem com dragagem, você não está sozinho

Se você já viu uma rua alagada após uma chuva forte ou ouviu falar que um porto “perdeu profundidade”, provavelmente está diante de situações que envolvem drenagem ou dragagem. Os dois termos são parecidos, aparecem juntos em conversas sobre infraestrutura e meio ambiente — e é justamente por isso que costumam gerar confusão.

Leia mais »
El Niño Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

El Niño: Armadores temem demora nas dragagens e nova crise na Amazônia

Cerca de R$ 300 milhões teriam sido gastos pelo governo federal em dragagens emergenciais nas hidrovias da Amazônia nos últimos três anos. O problema, segundo armadores e operadores logísticos da região. É que boa parte dessas intervenções chegou tarde demais, quando a seca já havia produzido seus efeitos mais severos e os rios começavam a recuperar seus níveis. Agora, em ano de super El Niño, o setor teme a repetição desse roteiro.

Leia mais »