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O impacto do ESG nos modelos de negócios de saneamento

ESG Negócios no Saneamento

Cuidar do meio ambiente e se comprometer com esta temática, deveria ser uma prioridade natural da humanidade. Assim como das indústrias e de qualquer outro ramo que gere impactos à natureza.

Neste cenário, o ESG, pode até ser uma sigla pequena. Porém carrega consigo um grande compromisso, que vem ganhando cada vez mais espaço no mundo inteiro. Dessa forma despertando os olhares, atenção e, principalmente, as iniciativas das empresas.

ESG: entenda o que é e seus conceitos

Embora o ESG tenha ficado conhecido pelo seu pilar de sustentabilidade (que de fato ele carrega), o conceito e significado são bem mais amplos.

Environmental, Social and Governance (ESG), em tradução significa meio ambiente, social e governança. É um termo surgido pela primeira vez em 2004, vindo do mercado financeiro, para medir o impacto que as iniciativas ligadas à sustentabilidade traziam para as empresas.

Na prática, os conceitos de ESG podem ser traduzidos como as iniciativas e o compromisso das empresas em buscar a estruturação de uma atuação sustentável. Consciente e com geração de impacto positivo para a sociedade, dentro dos 3 pilares do ESG.

Por que as empresas precisam se importar com o ESG?

As iniciativas de ESG são uma forma de impulsionar os setores sustentáveis e trazer reconhecimento para as organizações que apresentam compromisso e responsabilidade com a agenda 2030 da ONU.

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As questões relacionadas ao meio ambiente, governança e sociais são, hoje, consideradas em análises de riscos.

Pelo impacto do tema, os investidores buscam cada vez mais voltar o olhar para as empresas comprometidas com os pilares do ESG.

Pesquisa da PwC – multinacional de consultoria e auditoria, aponta que 77% dos investidores institucionais que participaram do estudo disseram que não pretendem comprar produtos não ligados ao ESG nos próximos dois anos.

Nesse sentido, vemos a extensão da importância do ESG para a sobrevivência das empresas. Sendo assim, precisam urgentemente se adaptar e dar a devida importância para esse tema.

A relevância dos fatores ESG ao redor do mundo

Mais que iniciativas individuais, os critérios do ESG fazem parte das ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – propostos pela ONU no Pacto Global, que visa unir as indústrias do mundo todo, através de um apelo mundial para proteger o meio ambiente, o clima e combater a pobreza, com ações que devem ser atingidas até 2030.

Dessa forma, é urgente que as empresas ao redor do mundo apliquem políticas sustentáveis e humanas.

  • Algumas ações que podem ser adotadas e vêm ganhando espaço e investimento das empresas, são:
  • Criação e adoção de políticas sustentáveis que visam reduzir os riscos ambientais;
  • Uso da energia renovável;
  • Gestão de resíduos;
  • Controle da poluição e emissão de CO2 na atmosfera;
  • Gestão de recursos hídricos;
  • Gestão, aplicação, controle e acompanhamento de compliance (compliance significa estar em acordo com as leis, padrões éticos e regulamentos internos e externos);
  • Ações voltadas para as comunidades;
  • Promoção de empregos dignos.

A relação do ESG com os serviços de saneamento

Dentre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), temos dois diretamente voltados para a vida: ODS 3: boa saúde e bem-estar e ODS 6: água limpa e saneamento.

E é sobre a importância desse tema que falaremos mais nesse artigo.

Água é vida, e ter acesso ao saneamento básico é garantir acesso à água tratada para uso e potável para consumo, além de promover saúde, evitando doenças decorrentes da contaminação, pela falta de limpeza urbana e outros impactos da falta de estrutura de saneamento.

No Brasil, mais de 34 milhões de pessoas ainda não têm acesso a água tratada, e quando o assunto é esgoto, são mais de 100 milhões sem acesso à coleta, segundo dados do Instituto Trata Brasil.

Em julho de 2020, foi sancionada a Lei nº 14.026, que ficou conhecida como o Novo Marco Legal do Saneamento, que determina a universalização do saneamento básico, iniciativa que irá garantir ampliação do acesso à água tratada para quase toda a população brasileira, e 90% de acesso à coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Fazer o correto gerenciamento dos serviços de saneamento é tarefa essencial das indústrias, pois essa gestão está diretamente ligada à proteção da vida e preservação do meio ambiente. É fundamental que todos os resíduos gerados recebam o tratamento adequado, para que não se tornem poluentes na natureza e na atmosfera.

É preciso ter consciência verde e prezar pela construção de modelos de negócios que gerem impactos positivos no meio ambiente, fazendo o correto tratamento dos resíduos e investindo em iniciativas sustentáveis.

A preocupação dos setores de saneamento em relação a aprimoração do ESG

Empresas que atuam voltadas para o ESG incorporam em suas operações diversas ações e estratégias que visam reduzir os impactos ambientais gerados pelos seus resíduos, contribuindo para uma sociedade melhor e mais qualidade de vida, além de saúde, é claro.

Por estar relacionado diretamente ao ESG, o setor de saneamento desempenha papel fundamental sobre o ESG, em todos os seus pilares, seja no impacto ambiental, no âmbito social ou na governança, principalmente após a instituição do Marco Legal do Saneamento, que gerou até agora aproximadamente R$ 72,2 bilhões de investimento no setor.

Através de concessões, o serviço sanitário está avançando para as regiões mais precárias de acesso ao saneamento, como Amapá, Alagoas e regiões do Agreste.

Essas obras, porém, precisam cumprir os princípios do ESG, garantindo uma operação altamente controlada e com rígido compliance para gerar impacto positivo para sociedade e meio ambiente.

Empresas do setor de saneamento possuem capacidade de atuar como agentes transformadores e promotores do ESG, através de iniciativas que visem atender às ODSs com atuação que mais do que levar o saneamento básico, promova a saúde e proteção do meio ambiente, com práticas de tratamento, reuso sustentável da água, descartes adequados de resíduos e desenvolvimento das comunidades locais.

Fonte: Nivetec.

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