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Lideranças empresariais discutem com o ministro Joaquim Leite ações para fortalecer o setor de RSU

Lideranças empresariais e institucionais, que representam hoje cerca de 70% do mercado de limpeza urbana no Brasil, estiveram reunidas na tarde desta segunda-feira, 29, com o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, para discutir ações efetivas para o fortalecimento do setor de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

A reunião, realizada na sede do Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, contou ainda com a participação de secretários e diretores da Pasta.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Urbana e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho, apresentou aos gestores do MMA o panorama da gestão de Resíduos Sólidos no Brasil, na última década, assim como os desafios ainda impostos ao Governo brasileiro para atender os compromissos assumidos internacionalmente para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

Carlos frisou que, nos últimos 10 anos, a geração de resíduos no país só aumentou, chegando aos atuais 79 milhões de toneladas ao ano. Deste montante, cerca 40,5% continuam sendo destinados incorretamente, contribuindo para que em todo território nacional ainda estejam em atividade cerca de 2.800 lixões a céu aberto. De acordo com ele, os lixões são a terceira maior fonte de emissão global de gás metano, agente mais nocivo que o próprio gás carbônico. Apenas no Brasil, o setor de RSU é responsável por 96 milhões de toneladas de CO/ano.

“Foi um encontro da maior importância, com diversas lideranças do setor de resíduos, que puderam apresentar a relevância da gestão adequada de resíduos para a preservação do meio ambiente, proteção da saúde pública e mitigação do aquecimento global. A receptividade do Ministro Joaquim foi muito positiva e, na esteira dos acordos e compromissos firmados em Glasgow, durante a COP26 (Conferências das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), o setor representado pela Abrelpe reafirmou sua posição de comprometimento para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa e participação nos futuros mecanismos a serem estabelecidos”, avaliou Carlos Silva Filho, que também preside da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA).

Ao final do encontro, o ministro Joaquim Leite parabenizou a união do setor e o empenho das entidades para mudar a realidade do país. Ele também reforçou o esforço da Pasta para evidenciar o protagonismo do Brasil à frente de iniciativas voltadas a preservar o meio ambiente e os recursos naturais.

“A discussão sobre o meio ambiente não pode se concentrar apenas em ações contra o desmatamento. O Brasil possui uma das leis mais modernas do mundo na área de saneamento ambiental e resíduos sólidos”, destacou.

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