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Membrana de nanofiltração

Avaliação de uma membrana de nanofiltração para a remoção de antibióticos da água: um estudo de caso com Sulfametoxazol, Norfloxacina e Tetraciclina

Membrana de nanofiltração

Resumo:

Então os métodos convencionais usualmente empregados em estações de tratamento de água e efluentes têm demonstrado uma baixa efetividade na remoção de antibióticos e outros contaminantes de preocupação emergente (CPE).

Portanto, face à problemática associada a esses contaminantes (toxicidade, potencial carcinogênico, desenvolvimento de bactérias super-resistentes a antibióticos e desregulação endócrina) faz-se necessário o estudo de novas tecnologias para tratamento de águas e efluentes.

Primeiramente nesse contexto, o presente estudo avalia a nanofiltração, uma tecnologia de membranas filtrantes. Na remoção de três antibióticos largamente consumidos (Tetraciclina, Norfloxacina e Sulfametoxazol) da água. Foi empregada a membrana NF270 (DOW – FilmTec), uma membrana de poliamida. Com massa molecular de corte de 400 Da que foi avaliada em termos de produtividade e capacidade de remoção dos antibióticos.

Contido foram selecionados antibióticos com massas moleculares inferiores e superiores à massa molecular de corte da membrana. E avaliada a influência da pressão de operação nas interações eletrostáticas soluto/membrana e suas consequências na remoção dos antibióticos.

Membrana de nanofiltração

Portanto obteve-se uma elevada produtividade, com fluxos de permeado em torno de 100 kg h–1 m–2 na pressão de 8 bar. E remoção de antibióticos de até 95%, demonstrando a eficácia da nanofiltração na remoção destes contaminantes. Também foi constatada a influência de interações eletrostáticas na remoção dos antibióticos, sendo esse fenômeno mais intenso para o Sulfametoxazol.

Mas como esse antibiótico possui massa molecular (253 Da) menor que a massa molecular de corte da membrana (400 Da) e ambos (Sulfametoxazol e membrana) estavam com carga negativa nas condições estudadas as remoções de Sulfametoxazol de até 83% podem ser atribuídas às interações de repulsão eletrostática soluto/membrana. Importante ressaltar que nas condições avaliadas não foi observada incrustação da membrana, um fato muito importante pois isso possibilita uma maior vida útil das membranas, reduzindo custos de operação e manutenção.

Autores: Alexandre Giacobbo; Luis Guillermo Hammes Varela e Andréa Moura Bernardes.

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