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Nano e Microplásticos nos ecossistemas: impactos ambientais e efeitos sobre os organismos

Resumo

Os plásticos são lançados no ambiente de diferentes maneiras, podendo ser degradados por fatores abióticos e bióticos. Entretanto, quando degradadas, as partículas de dimensões na escala micro e nanoplásticas, podem se acumular no ambiente, gerando uma série de fatores hostis à flora e fauna, principalmente nos organismos. Dessa maneira, esse artigo tem como objetivo fornecer informações relevantes sobre as possíveis fontes de inserção de partículas plásticas no ambiente, bem como potencial efeito sobre os organismos. Para tal, foi realizado uma busca de artigos científicos na área da pesquisa, cadastrados em bases de dados, da comunidade científica. Nota-se que nas últimas décadas houve uma acentuada expansão de pesquisas relacionadas aos efeitos dos nano e microplásticos sobre os organismos vivos, pois esses polímeros quando presentes no ambiente podem afetar direta ou indiretamente à saúde, ecologia e economia. As consequências à saúde são em decorrência da adsorção, que posteriormente pode causar efeitos tóxicos letais aos indivíduos. Dada a crescente necessidade de detecção de nano e microplásticos no ambiente, isso se torna um grande desafio, pois, embora muitos estudos utilizem técnicas amplamente semelhantes, ainda não existe um protocolo padrão. Diante desse impasse, muitos estudos estão identificando novos critérios e relatos mais consistentes. Em suma, estudos relativos a nano e microplásticos ainda são incipientes, necessitando de mais pesquisas para preencher as lacunas existentes.

Introdução

Nas últimas décadas a produção de plástico tem aumentado significantemente, devido a aplicação em vários produtos, de diferentes setores. Dentre os polímeros mais comuns, destaca-se o polipropileno (PP), polietileno (PE), policloreto de vinila (PVC), poliestireno (PS) e polietileno tereftalato (PET), que correspondem a 90% da demanda de plástico no mundo (ANDRADY; NEAL, 2009). Contudo, a demanda por esses materiais é em função do seu baixo custo, alta durabilidade e, também, por sua resistência à radiação, produtos químicos, pressão, dentre outros.

Em consequência do consumo de produtos manufaturados por esses polímeros, são geradas grandes quantidades de resíduos, que por sua vez, nem sempre são reciclados ou reutilizados, sendo então, lançados de forma direta ou indireta no ambiente, causando uma série de danos. Desse modo, as atividades antrópicas e industriais são consideradas altamente impactantes, pois são as principais fontes de inserção de plásticos no ambiente. Segundo Carvalho e Baptista Neto (2016) os materiais plásticos correspondem de 60 a 80% dos detritos encontrados nos oceanos, provenientes das atividades antrópicas.

Os plásticos podem ser degradados por fatores abióticos ou bióticos, sendo a radiação UV, a ação mecânica e a hidrólise, de fundamental importância na fragmentação e disponibilização dos mesmos, aos microrganismos. Assim, o processo de degradação, gera partículas em escalas, meso, micro e nano, os quais são classificados em mesoplásticos, microplásticos e nanoplásticos, respectivamente (COSTA et al., 2016).

O termo microplástico foi primeiramente mencionado por Thompson et al. (2004) caracterizando partículas com tamanho de 20 µm. No entanto, até o presente momento, não existe um consenso entre os autores, em relação à padronização do tamanho das partículas.

Autores: Danila Soares Caixeta , Frederico César Caixeta , Frederico Carlos Martins de Menezes Filho.

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