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Regulamentação e conformidade no setor de utilities: principais pontos de ação para gestores públicos | EOS Systems

Regulamentação e conformidade no setor de utilities: principais pontos de ação para gestores públicos | EOS Systems

O desafio regulatório que já está em curso

O setor de utilities entrou definitivamente em um novo ciclo regulatório. A partir da Lei nº 14.026/2020 (Novo Marco Legal do Saneamento), metas de universalização, eficiência operacional e redução de perdas deixaram de ser diretrizes aspiracionais e passaram a ser obrigações mensuráveis, com impacto direto na governança, na arrecadação e na sustentabilidade financeira das operações.

Ao mesmo tempo, gestores públicos e concessionárias convivem com uma realidade operacional complexa: dados dispersos, processos manuais, sistemas legados pouco integrados e uma pressão crescente por transparência, rastreabilidade e conformidade regulatória.

Na prática, o desafio não está apenas em cumprir a norma, mas em estruturar a gestão para responder a essas exigências sem inflar o orçamento público, comprometer a continuidade do serviço ou ampliar o risco institucional do gestor responsável.

Onde a conformidade começa a falhar na prática

Fragmentação de dados e processos manuais

Grande parte dos riscos regulatórios no saneamento não nasce de descumprimento deliberado, mas de baixa maturidade operacional. Quando informações comerciais, operacionais e financeiras não estão integradas, surgem inconsistências que dificultam auditorias, fiscalizações e, principalmente, a tomada de decisão baseada em dados confiáveis.

Sob a ótica do gestor público, essa fragmentação compromete pontos críticos como:

  • A rastreabilidade exigida por órgãos de controle
  • A consistência das informações fiscais e comerciais
  • A capacidade de responder com agilidade a fiscalizações e questionamentos formais

Em ambientes regulatórios mais rigorosos, esse cenário amplia não apenas o risco operacional, mas também o risco decisório de quem responde técnica e institucionalmente pela operação.

Os pilares técnicos para avançar em conformidade regulatória

Eficiência operacional como base da conformidade

Do ponto de vista da gestão, a conformidade regulatória depende diretamente da capacidade operacional. Processos automatizados permitem respostas mais rápidas a ocorrências como vazamentos, falhas de medição ou inconsistências de faturamento — fatores que impactam tanto indicadores operacionais quanto exigências regulatórias.

Mais do que produtividade, eficiência operacional representa controle, previsibilidade e redução de exposição institucional.

Gestão de receita e combate a perdas não técnicas

A redução de perdas — físicas e não técnicas — é um dos principais indicadores acompanhados no âmbito do Novo Marco Legal do Saneamento. Falhas de medição, fraudes e inconsistências cadastrais afetam diretamente a arrecadação e a sustentabilidade financeira das autarquias e concessionárias.

Na prática, a dificuldade de demonstrar controle sobre esses fatores fragiliza a governança e compromete o cumprimento de metas contratuais e regulatórias, além de limitar a capacidade de planejamento de médio e longo prazo.

ESG e sustentabilidade como exigência operacional

Sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso institucional e passou a ser um critério técnico observado por reguladores, financiadores e órgãos de controle. Monitoramento de consumo, redução de desperdícios e eficiência no uso de recursos naturais tornaram-se parte do processo regulatório.

Nesse contexto, dados confiáveis e monitoramento contínuo deixam de ser diferenciais e passam a ser instrumentos básicos de gestão e conformidade.

Segurança da informação e LGPD no setor público

A gestão de dados de consumidores e operações críticas impõe responsabilidades claras no âmbito da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Vazamentos, acessos indevidos ou ausência de governança da informação geram riscos jurídicos e institucionais relevantes.

Quando olhamos para a operação real, conformidade regulatória também significa proteger a informação, garantir integridade dos dados e reduzir a exposição da administração pública a passivos legais.

O diferencial técnico-político na adoção de tecnologia

No setor público, a discussão sobre tecnologia precisa ir além da funcionalidade. Dois fatores costumam ser decisivos para o sucesso de qualquer iniciativa:

Integração com sistemas legados

A viabilidade de projetos de modernização depende da capacidade de integrar soluções digitais às estruturas já existentes, evitando rupturas operacionais, retrabalho das equipes e perda de histórico de dados.

Transparência para órgãos de controle

Tribunais de Contas e instâncias fiscalizadoras exigem clareza, rastreabilidade e consistência das informações. Ambientes bem estruturados facilitam a prestação de contas e reduzem o risco institucional associado às decisões de gestão.

Evidências práticas de impacto institucional

Experiências observadas em municípios e concessionárias que avançaram na digitalização indicam resultados consistentes:
melhor controle operacional, redução de perdas, maior previsibilidade de arrecadação e respostas mais seguras a fiscalizações e auditorias.

Não se trata de inovação pontual, mas de amadurecimento contínuo da governança operacional, alinhado às exigências regulatórias atuais e futuras.

Conformidade como decisão estratégica de longo prazo

O ambiente regulatório do setor de utilities continuará evoluindo. Antecipar-se a esse movimento é uma decisão estratégica, não apenas técnica. Organizações que estruturam seus processos, dados e governança de forma consistente atravessam ciclos regulatórios com mais estabilidade, menos risco e maior capacidade de adaptação.

Para quem responde tecnicamente, juridicamente e institucionalmente pela operação, conformidade não é um projeto isolado — é um processo contínuo de amadurecimento da gestão.

Uma visão construída ao longo do tempo

Com mais de três décadas de atuação no setor de utilities, a EOS Systems acompanha de perto a evolução regulatória e os desafios enfrentados por concessionárias e gestores públicos. Essa vivência reforça uma visão construída ao longo do tempo: conformidade sustentável nasce da combinação entre tecnologia, maturidade institucional e visão de longo prazo.

Fonte: EOS Systems


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