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Risco de escassez hídrica pressiona serviço de água e esgoto

Escassez Hídrica Água Esgoto

Por: Inaldo Cristoni

O Brasil terá que fazer investimentos robustos para melhorar os indicadores do saneamento básico.

Para a cobertura de 99% do abastecimento de água e de 90% da coleta e tratamento de esgoto até 2033, como determina o Marco Legal do setor, o Instituto Trata Brasil, que em julho divulgou estudo “Avanços do Novo Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil”, estima um aporte de R$ 509 bilhões.

Já a Associação e Sindicato Nacional das Concessionários Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon/Sindcon) calcula em R$ 800 bilhões.

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O risco de escassez hídrica, consequência de modificações no regime de chuvas, aumenta o desafio de reduzir o nível de água potável perdida ou não contabilizada na distribuição, de 37,8%.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), do Ministério das Cidades, atualmente, 84,9% da população têm acesso adequado à água e 56% contam com esgotamento sanitário, embora o índice de tratamento do esgoto seja de 52,2%.

Órgãos reguladores

A regulação é considerada fundamental.

— O regulador fiscaliza a prestação de um serviço que é muito peculiar— explica Cintia Leal de Araújo, superintendente de regulação de saneamento básico da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

A regulação também é importante para a definição das diretrizes de fiscalização dos serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos, que tem uma cobertura de 90,8% dos municípios, conforme o Snis, e de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas (DMAPU).

A harmonização regulatória do setor é uma competência atribuída à ANA. O objetivo é fortalecer os órgãos reguladores para que tenham capacidade de fiscalizar o atendimento das metas, diz Cintia Leal. Entretanto, o trabalho de monitoração da prestação de serviços cabe aos municípios. Já foram cadastradas 54 reguladoras de água e esgoto com delegação em municípios.

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Os números diminuem nas outras duas categorias, ou seja, 26 para fiscalizar os contratos de manejo dos resíduos sólidos urbanos e apenas seis para monitorar as operações de DMAPU.

A ideia é estimular que os órgãos reguladores incorporem o monitoramento das quatro modalidades de serviços que integram o saneamento básico.

Escassez Hídrica Água Esgoto

Mas as concessionárias privadas já atuam de forma exclusiva ou em parceria com companhias públicas em 881 municípios (15,83% do total). Os investimentos de R$ 5,9 bilhões que já realizaram para a prestação de serviços de água e esgotamento sanitário equivalem a 27% dos R$ 21,6 bilhões aportados no setor. Atualmente, elas atendem 52 milhões de pessoas.

De acordo com o Abcon/Sindcon, o número de municípios atendidos pelas concessionárias privadas aumentou 203% desde que o Marco Legal do Saneamento Básico entrou em vigor, em 2020.

Fonte: O Globo.

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